Exposição Singular & Plural encerra comemoração dos 90 anos do Palácio Tiradentes

A exposição Tiradentes – Singular e Plural vai reunir obras de 41 artistas, a partir desta terça-feira (17/05), às 18 horas, no terceiro andar do Palácio Tiradentes com peças que retratam temas significativos à história, ao direito, à política do país. Sob a temática corpo, memória e nação, a mostra que tem como curador Mauro Trindade, foi idealizada por  Mario Margutti. “Significa que taremos as forças do passado para o tempo presente, tirando a poeira dos séculos. Como a própria arte é um exercício incansável de liberdade, os artistas que participam desta mostra se apropriaram da figura do Mártir da Inconfidência, o Tiradentes, de múltiplas formas criativas”, disse Margutti.

Segundo a diretora do Departamento de Cultura da Alerj, Fernanda Figueiredo, a exposição encerra as comemorações do aniversário de 90 do Palácio com uma exposição de diversas estéticas e grande impacto político e cultural.  “Diversidade de estilos e de visão política. Tudo muito saudável” destacou Fernanda.

A mostra fica até dia 30 de junho e poderá ser visitada de segunda a sábado, das 10 às 17 horas. Domingos e feriados, das 12 às 17 horas. O Palácio Tiradentes fica na Rua Primeiro de Março, s/nº, na Praça XV. Centro. O acesso para cadeirantes poderá ser feita pela Rua Dom Manuel, atrás do palácio. Entrada Franca.

 

Por Symone Munay

Descubra de onde vieram os símbolos que já deram o que falar

Os 17 postes de bronze que circundam o Palácio Tiradentes já deram o que falar. Recentemente, a imprensa carioca questionou sua origem e atribuiu a eles a presença de símbolos do fascismo, como o feixe de madeira, envolvendo uma machadinha, com uma águia no topo.

A mesma dúvida surgiu nas galerias do plenário, onde a mesma imagem aparece em desenhos. “Feixe é a unidade do povo, sua força. A machada é o propósito, a república.

A força do povo e seu o poder estão ali representados”, diz o historiador Gilberto Catão. Especulou-se até que os postes teriam sido presente do líder do Partido Nacional Fascista, o italiano Benito Mussolini ao presidente Getúlio Vargas. Priscila Moita, que trabalha na visitação guiada do Tiradentes, diz que o estilo eclético tem influência da Roma Antiga. “O machado simboliza a maneira como era aplicada a lei à época. Tudo indica que, mais tarde, o fascismo viria a se apropriar desse símbolo.” que o prédio é anterior ao governo de Getúlio Vargas, que só assumiu o poder em 1930, sendo o prédio de 1926. Logo, o uso nos postes que rodeiam o Tiradentes mostra que é uma casa das leis. A mesma ilustração se repete em frente à escadaria, no piso de pedras portuguesas da Rua Primeiro de Março.

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