Exposição no Palácio Tiradentes homenageia Dante Alighieri

EXPO DANTE

 

Promovida pelo Consulado-Geral da Itália no Rio, a Exposição Dante…Vale exalta “A Divina Comédia”, obra épica do Poeta Supremo, por meio da sátira dos mestres do carnaval de Viareggio

 

O poeta italiano Dante Alighieri ganha uma homenagem especial no Rio de Janeiro quando se completam 700 anos de sua morte. Trata-se da exposição “Dante…Vale”, que usa a sátira dos mestres do carnaval de Viareggio para exaltar “A Divina Comédia”, uma das obras literárias mais famosas do mundo.

Promovida pelo Consulado-Geral da Itália no Rio, a mostra “Dante…Vale” irá ocupar por três meses o Salão Nobre do Palácio Tiradentes, ex-sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). Ela será aberta ao público no dia 19 de outubro e ficará em cartaz até o dia 15 de janeiro do ano que vem.

A épica obra de Dante é retratada na exposição por meio de 17 esboços originais de carros alegóricos que desfilaram em diferentes edições do carnaval de Viareggio, cidade italiana na região da Toscana com 148 anos de tradição da festa popular.

De forma satírica, as obras carnavalescas de Viareggio imprimem uma releitura moderna, com apelo político e social, do inferno, purgatório e paraíso dantescos narrados no célebre livro que, há sete séculos, inspira gerações de artistas no mundo inteiro.

Pai da língua italiana

Dante Alighieri é reverenciado na Itália como o “Poeta Supremo” por causa da sua obra-prima, que contribuiu para o nascimento da língua italiana. A literatura medieval era escrita em latim, mas ele escolheu o dialeto toscano para redigir “A Divina Comédia”, lançando assim as bases do italiano moderno.

O sucesso da obra inspirou outros autores da Idade Média, como Petrarca e Boccaccio, a também utilizarem o dialeto toscano. Por conta disso, Dante é reconhecido como o pai da língua italiana.

A entidade criada para difundir a língua e a cultura italiana mundialmente foi batizada Sociedade Dante Alighieri. Atualmente, a Itália planeja instalar em Florença, cidade natal do poeta, o Museu da Língua Italiana.

Serviço:

“Exposição Dante…Vale”

Onde: Salão Nobre do Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro – Rua Primeiro de Março, s/n – Praça XV – Centro

Quando: 19/10 até 15/01/2022. De segunda a sexta das 10h às 19h. Sábados das 10h às 17h

Mais informações: www.dantevale.com.br

@italyinrio (logo instagram, facebook e twitter)

 

Por Jan Theophilo

 

 

Em breve o Palácio Tiradentes reabrirá para visitas

Salao nobre turistas

Aguardem…

Em breve o Palácio Tiradentes reabrirá suas portas para  visitas mediadas à exposição “Palácio Tiradentes: Lugar de Memória do Parlamento Brasileiro”.

As visitas ao Tiradentes ficaram suspensas a partir de 10 de março de 2019, sob recomendações baseadas nos protocolos sanitários e no distanciamento social devido a pandemia da Covid 19.

Mais informações sobre agendamento pelo telefone ( 21)  2588 1251.

 

 

Por Symone Munay

Foto: Arquivo/SGC

 

Sítio Burle Marx é declarado Patrimônio Cultural

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O Sítio Burle Marx, em Barra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, agora é Patrimônio Cultural do Estado. O título foi concedido por meio da Lei 9.417/21, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (ALERJ), deputado André Ceciliano (PT), que foi sancionada pelo governador Cláudio Castro e publicada, nesta segunda-feira (27/9). A lei prevê que o Poder Executivo poderá realizar ações e convênios para financiamento de obras e ações de manutenção da propriedade.

Com mais de 3.500 espécies de plantas tropicais, o Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx foi, recentemente, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pelas Organizações das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O paisagista viveu por 20 anos no local, onde criou o conceito de jardim tropical moderno, rompendo com a tradição de jardins clássicos e românticos do século XIX e início do XX.

A propriedade foi doada ao Governo Federal em 1985 e funcionou como um verdadeiro laboratório de experimentações de Marx, que também foi artista plástico, pintor, escultor, designer de joias, figurinista, cenógrafo, ceramista e tapeceiro. Gerido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o centro cultural recebe, em média, 30 mil visitantes por ano.

 

Por Comunicação/Alerj

Foto: Agência Brasil

DETALHES DE UM PALÁCIO: A Independência e a República

alegoria Independênciaalegoria Republica

Palácio escadaria ascom

As duas grandes esculturas que ornamentam as laterais no alto do Palácio Tiradentes  – cada um pesando 42 toneladas de concreto –  representam a “Independência” e a “República”. Mesclando vários personagens históricos, as obras, produzidas entre 1922 e 1926  são assinadas pelos artistas Hildegardo Leão Veloso, Modestino Kanto e Armando Magalhães Correa.

À esquerda do palácio na obra “Independência” aparece montado a cavalo e coroado de louros, o imperador Brasil Pedro I que ergue o cetro imperial e saúda a Nação. A seu lado estão o patrono da Independência, José Bonifácio. Completam a cena as Forças Cívica e Militar, a Resistência e o Patriotismo.

Vista à direita, acima, a “República” traz, ao centro, trajado em indumentária grega e montado a cavalo, o Marechal Deodoro da Fonseca com coroa de louros na cabeça e espada empunhada para o alto. Junto ao cavalo notam-se, de um lado, o ministro Benjamin Constant e, de outro, a “alegoria da República” traz na mão direita erguida a tocha da liberdade. Junto ao corpo, na mão esquerda, o clássico fasces (ou feixe de varas) herdado da antiguidade romana, símbolo associado ao poder e à autoridade.

 

Por Symone Munay

 

DETALHE DE UM PALÁCIO: o painel dos constituintes

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O painel de Eliseu Visconti (1866 —1944), reproduzindo os deputados constituintes de 1891 no ato da assinatura da primeira Constituição republicana pode ser visto bem ao centro do plenário Barbosa Lima Sobrinho, no Palácio Tiradentes.

No desenho, feito a carvão em papel branco medindo 1,95×1,35metros, o artista detalhou a fisionomia de cada um dos constituintes presentes à solenidade. O desenho bem definido seria mantido na grande pintura, o que para os historiadores, deveria ser uma exigência da comissão que o contratou para a execução da obra que data de 1925.

Nascido na cidade de Salerno, Itália, aos sete anos de idade Eliseu D’Angelo Visconti veio com a família para o Rio de Janeiro, e, em 1883, passa a estudar no Liceu de Artes e Ofícios. Foi um pintor e desenhista considerado um dos mais importantes artistas brasileiros de sua época e o um expressivo representante da pintura impressionista no Brasil.

 

Por Symone Munay

Foto: Julia Passos

Rua do Lavradio é declarada Patrimônio Imaterial do Estado

RUA Lavradiao Foto prefeitura

Palco da tradicional Feira do Rio Antigo, a Rua do Lavradio, no centro da capital, agora é Patrimônio Imaterial do Estado. É o que define a Lei 9.411/21, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual André Ceciliano (PT), que foi sancionada pelo governador Cláudio Castro e publicada, nesta quarta-feira (22/9), no Diário Oficial.

A lei contempla todo o complexo de imóveis e eventos culturais históricos realizados no local, inclusive a feira, que ocorre aos sábados. O evento era realizado uma vez por mês, mas passou a ser semanal, com número menor de barracas, para evitar aglomerações.

“A Rua do Lavradio faz parte da história do Rio de Janeiro. Em apenas 700 metros de extensão, já abrigou alguns dos mais elegantes endereços do Rio Antigo e foi cenário de escritores como Machado de Assis, Lima Barreto e João do Rio”, justificou o deputado André Ceciliano, no texto do projeto que deu origem à lei.

O Governo do Estado também poderá celebrar convênios e firmar parcerias junto à Prefeitura do Rio para estimular as ações culturais e o turismo histórico no local. Entretanto, foi vetado o trecho do projeto original que previa a adoção de iniciativas de investimento e manutenção dos imóveis, incluindo o abatimento ou a isenção de tributos municipais condicionados à manutenção das características históricas dos imóveis. O governador alegou que as medidas violam a autonomia do município, contrariando o princípio constitucional da separação dos poderes.

Considerado um dos endereços mais queridos dos cariocas, a Lavradio – que faz fronteira entre o Centro e a movimentada Lapa – tem em suas imediações outros centros culturais da cidade, como o Circo Voador, a Fundição Progresso e o Rio Scenarium. É vizinha também da histórica Praça Tiradentes – com seus teatros municipais João Caetano e Carlos Gomes – e o imponente Real Gabinete Português de Leitura.

Por Comunicação/Alerj / Foto: Prefeitura RJ

 

Setor da cultura terá crédito adicional de R$ 1,38 milhão

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Com o objetivo de custear ações emergenciais para o setor da Cultura durante a pandemia de Covid-19, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) autorizou, nesta terça-feira (31/08), a abertura de um crédito adicional de R$ 1,38 milhão no orçamento da pasta. O projeto de lei 4.691/21, do Executivo, foi aprovado em discussão única e seguirá para a sanção do governador Cláudio Castro.

O crédito adicional é decorrente do superávit financeiro no balanço de 2020 em decorrência da Lei Aldir Blanc (Lei Federal 1.407/20). O projeto ainda autoriza o ajuste na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021 (Lei 9.000/20) e no Plano Plurianual 2020-2023 (Lei 8.730/20). Na LOA, deverá ser criado um programa de trabalho chamado “Ações Emergenciais Destinadas ao Setor Cultural”, onde o dinheiro será destinado. “Esses recursos são fundamentais para garantir uma redução dos impactos da pandemia aos trabalhadores e trabalhadoras da cultura fluminense, impossibilitados de exercer suas atividades diante da recomendação de afastamento social”, disse o governador Cláudio Castro, na justificativa do projeto.

A aprovação da medida foi comemorada pelo presidente da Comissão de Cultura da Alerj, deputado Eliomar Coelho (PSol). “A conquista desses recursos e sua formalização precisa ser comemorada. Não se trata de nenhum programa novo, mas sim a conquista do retorno aos estados e municípios das verbas de 2020, através de muita mobilização. A execução geral das verbas da Cultura segue muito baixa, mostrando que há falta de coordenação para a execução do orçamento aprovado. Seguiremos acompanhando e cobrando que o fomento chegue aos trabalhadores”, comentou Eliomar.

Outros deputados também se manifestaram a favor da aprovação. “A cultura é central para a vida cotidiana da nossa sociedade, para fortalecimento dos territórios populares e pela renda dos trabalhadores. A Cultura não é meramente uma pasta de lazer, é uma pasta séria, que sustenta diversos profissionais. A Lei Aldir Blanc veio para compensar um setor que foi o primeiro a parar na pandemia e será o último a voltar”, reiterou a deputada Dani Monteiro (PSol). “Que importância é dar efetividade a essa verba! Os trabalhadores culturais são indispensáveis para tornar esse estado em uma economia criativa e que bom que conseguimos atender essa demanda do setor”, complementou a deputada Martha Rocha (PDT).

 

Por Leon Lucius e Gustavo Natario

Foto: Thiago Lontra