SECRETARIA DE TURISMO REALIZA OFICINA SOBRE “TURISMO RURAL” EM ANGRA

SETUR Núcleo da Costa Verde_Crédito André Gomes de Melo

Nesta quinta-feira (26/5), a Secretaria de Estado de Turismo (Setur-RJ) e a TurisRio realizam o workshop do programa “Turismo Rural RJ”, no Núcleo Regional da Setur-RJ na Costa Verde, em Angra dos Reis. O objetivo é promover o desenvolvimento econômico e cultural nas áreas rurais, por meio de atividades turísticas. A oficina  é a etapa de capacitação do programa, para estimular os participantes, além de promover uma visita técnica de identificação e mapeamento dos atrativos que vão entrar no guia Turismo Rural RJ.

O “Turismo Rural RJ” é fruto da cooperação técnica entre a Setur, a TurisRio, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento (Seappa), em parceria com o Núcleo de Estudos de Geografia Fluminense (Negef), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O subsecretário de Grandes Eventos, da Setur, Marcelo Monfort, sinaliza que o estado abriga um rico cenário rural.

“O programa dá luz às diversas oportunidades que o campo oferece e orienta como explorar o potencial turístico de cada região realizando workshops, identificando, mapeando, capacitando e promovendo as atividades do segmento. Outro enfoque importante, é gerar divulgação para o setor econômico nas atividades rurais”, destaca Monfort.

Na programação do workshop, quatro painéis com temas relacionados ao turismo rural, apresentados por especialistas no assunto se complementam entregando um conteúdo abrangente e informativo aos participantes.  O Painel 1 “Desenvolvendo o Turismo Rural” será ministrado pelo diretor de Marketing da TurisRio e Especialista em Desenvolvimento de Turismo Rural, Pablo Kling. O Painel 2 traz o tema “Seu Preço Ajuda a Conquistar seu Cliente?”, ministrado por Mozart Neto, instrutor do Senar Rio de Turismo Rural.

Em seguida, o Painel 3 apresentará a “Importância e os Desafios para a Construção de Roteiros para o Turismo Rural” com a diretora de Gestão e Desenvolvimento da TurisRio, Valéria Lima.  O Painel 4 traz o tema “Artesanato como Ferramenta do Turismo Rural” com Marcel Vasconcelos, coordenador do Programa de Artesanato do Estado do Rio de Janeiro.

O diretor de marketing da TurisRio, Pablo Kling, ressalta que quem participar do workshop passará a entender o Turismo Rural como um segmento de forte potencial para promover melhorias na região. “Através dos painéis deste workshop, os participantes serão sensibilizados e capacitados para o desenvolvimento do Turismo Rural, em suas diversas possibilidades. Quem participar receberá um “intensivão” de capacitação, e certamente terá novo olhar sobre esta atividade que muito contribui com o desenvolvimento econômico e social da região”, pontuou o diretor.

Segundo o Ministério do Turismo, o segmento de Turismo Rural é um conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade. (Diretrizes para o Desenvolvimento do Turismo Rural)

O workshop “Turismo Rural RJ” vai acontecer, às 10h, no Núcleo Regional da Setur-RJ (Núcleo da Costa Verde), situado à Rua do Comércio,10, no Centro de Angra dos Reis.

Por Ascom/SeturRJ

Foto: André Gomes Melo

ALERJ DOOU R$ 20 MILHÕES PARA RESTAURO DO ARQUIVO DE CAMPOS

Recurso será usado para reestruturação do centenário do Solar do Colégio 

Arqui vo de CAmpos Solar-e-Capela-do-Engenho-do-Colégio-Imagem-Prefeitura-Municipal

arquivo de CAMPOS 2 thiago lontra

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), deputado André Ceciliano (PT), participou da assinatura do convênio, com a Prefeitura de Campos dos Goytacazes e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), para reestruturação do Solar do Colégio, prédio centenário que abriga o Arquivo Público Municipal Waldyr Pinto de Carvalho. A restauração será custeada com uma doação de R$ 20 milhões, valor economizado do orçamento do Parlamento. O documento foi assinado na quinta-feira (19/05) durante solenidade no Palácio da Cultura, em Campos, em comemoração dos 21 anos do Arquivo Público.

“Essa ajuda da Alerj foi aprovada por unanimidade para preservar toda a memória do Estado do Rio de Janeiro. É muito importante manter a nossa memória. A Alerj está sendo parceira não só de Campos dos Goytacazes, mas de todos os municípios Fluminense”, comentou Ceciliano, que é coautor da Lei 9.515/21 que destinou, ao todo, R$ 30 milhões à Uenf. Parte desse recurso (um total de R$ 10 milhões) será usada também para a restauração da Fazenda Campos Novos, em Cabo Frio, onde vai ser instalado um novo campus da universidade.

Localizado na Baixada Campista de Campos, o prédio do Solar do Colégio foi construído pelos Jesuítas no século XVII. Ele é o prédio mais antigo de Campos e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Desde 2000, o solar passou a abrigar o Arquivo Público Municipal, em parceria com a Uenf e supervisionado pelo Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (Aperj).

Wladmir Garotinho, prefeito de Campos dos Goytacazes, disse que o apoio da Alerj é essencial para o desenvolvimento de toda a região do Norte Fluminense. “O arquivo é um patrimônio de toda a cidade e do estado. Hoje, através deste convênio, nós vamos conseguir contratar os melhores profissionais. O Ceciliano é um grande apoiador da cultura e da nossa história, assim que nós sugerimos o projeto, ele colocou em pauta”, comentou o prefeito.

Natural da região do Norte Fluminense, o deputado Bruno Dauaire (União) disse que é uma alegria festejar o aniversário do arquivo com este investimento. “Isso é resultado de um esforço conjunto dos parlamentares, da gestão da Alerj, da prefeitura de Campos e da Uenf, que vai executar a obra de restauração”, afirmou.

Durante o evento, Ceciliano também se comprometeu a articular investimentos na recuperação de dois importantes equipamentos da cidade, o Solar dos Airizes e o Museu Olavo Cardoso, seja através de emendas à Lei Orçamentária de 2023 e de recursos do Tesouro Estadual.

Memória de Campos e do Brasil será digitalizada

Além de restaurar o espaço histórico, a doação da Alerj vai possibilitar a compra de equipamentos para digitalizar o acervo de documentos, que em breve poderá ser acessado por todo o mundo, como destacou a diretora da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Auxiliadora Freitas. “Eu quero muito agradecer à Assembleia por essa doação que vai permitir a revitalização do nosso arquivo, que tem uma importância histórica não só para a nossa cidade, como para o estado e todo o país. A história do Brasil passou por aqui”, comentou Freitas.

Fazenda histórica vai atender à população

Futuro campus da Uenf, a Fazenda Campos Novos, em Cabo Frio, foi fundada em 1648. Construída sobre um sambaqui, ela conta com importantes e raros exemplares de arquitetura rural jesuítica. “Por aqui, passaram nomes como Charles Darwin e Dom Pedro. Esse é um patrimônio que agora será recuperado para ser não apenas um ponto turístico mas também de conhecimento científico que vai beneficiar toda a sociedade”, comentou o presidente da Alerj em visitou o local na última segunda-feira (16/05).

O prédio histórico vai passar a abrigar cursos de extensão voltados à população local, incluindo projetos de agricultura familiar e empreendedorismo, além de um centro de memória da política afro-brasileira. A instituição informou que está preparando um projeto de execução das obras antes de abrir o processo licitatório. Toda a obra será acompanhada pelo IPHAN.

“Com essa doação da Alerj, nós vamos também restaurar essa fazenda histórica, que é outro patrimônio de uma riqueza muito grande, de muita importância para os munícipes de Cabo Frio e todo o povo Fluminense”, comentou a vice-reitora da Uenf, Rosana Rodrigues.

A cerimônia contou ainda com abertura da Exposição “Cinco séculos de história: o açúcar e a formação histórico e cultural dos Campos dos Goytacazes” e a palestra “Demarcação dos territórios de poder no pós-independência: a criação da comarca de Campos dos Goytacazes e o acervo do Arquivo Municipal Waldir Pinto de Carvalho”, proferida pela professora adjunta do curso de História da UFF Claudia Atallah.

Por Leon Lucius

Foto: T.Lontra e AcervoPMCG

COMEÇAM AS OBRAS DA CASA DE MEMÓRIA JOÃO CÂNDIDO

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Descerramento da placa da casa do marinheiro João Cândido

*Por Imprensa SJM

A prefeitura de São João de Meriti, na Baixada fluminense, anunciou nesta semana (11/05) o início das obras da Casa de Memória Marinheiro João Cândido. O equipamento cultural será construído no terreno em frente ao posto de saúde Aníbal Viriato, no Jardim Meriti. O projeto da Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro – Funarj tem a participação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – ALERJ

Em sua fala, o prefeito Dr. João reforçou a importância de preservar a memória do marinheiro: “Manhã de uma conquista importante para a história cultural da nossa cidade. Junto com o deputado estadual Valdecy da Saúde, a secretária de Cultura Roberta Queiroz e o subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial Marcelo Rosa, demos início aos trabalhos para a construção da Casa de Memória Marinheiro João Cândido, importante representante da luta do movimento negro”.

Já o deputado estadual Valdecy da Saúde discursou: “Hoje estamos vivendo um momento ímpar na história da política. Inaugurar um espaço como esse é de suma importância para a historia do município e, eu, como apoiador da cultura, não poderia deixar de abraçar essa causa juntamente com o prefeito Dr. João”.

A casa será um espaço que terá cursos, diversas atividades e vai guardar o acervo de um grande representante do movimento negro, herói municipal e estadual, reconhecido líder da Revolta da Chibata, que pedia o fim dos castigos físicos na Marinha em 1910.

Participaram do encontro o diretor cultural da ALERJ, Nelson Freitas, representando o presidente da casa legislativa André Ceciliano; José Roberto Gifford, presidente da Funarj; Alex Castellar, assessor especial do governador, veio representando-o; Sr. Candinho, filho do marinheiro João Candido; Mirian Rodrigues, subsecretária municipal de Turismo e o Frei Tatá, superintendente municipal de Igualdade Racial.

Endereço: Rua Pastor Joaquim Rosa, pertinho do posto de Saúde Aníbal Viriato, no Jardim Meriti.

PALÁCIO TIRADENTES COMPLETA 96 ANOS

Obras finais do palácio em janeiro de 1925 Crédito Augusto Malta-MISFACHADA verde ThiagoLontra_31_08_2020-pequena

Cenário de decisões políticas do passado e presente o Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) completa hoje (06/05), 96 anos. Sua história começa em 1907, quando foi aprovado em lei orçamentária o crédito destinado à construção de um prédio único para abrigar as duas casas legislativas: Câmara dos Deputados e Senado Federal. Naquela ocasião, até mesmo o projeto da obra havia sido definido. Entretanto, a falta de consenso entre Câmara e Senado sobre onde o edifício deveria ser erguido inviabilizou a realização dos planos, e assim tocaria a cada Casa providenciar sua própria sede.

Ficou decidido que o local da edificação  do então chamado “o palácio da câmara” seria entre o quadrilátero situado entre as ruas da Misericórdia (hoje Primeiro de Março), da República do Peru, São José e Dom Manoel – exatamente no local onde existia a Casa de Câmara e Cadeia (Cadeia Velha), lembrando que o local já havia sido a sede do Poder Legislativo e palco de acontecimentos marcantes como a prisão de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes e outros inconfidentes mineiros, escravos e outros presos políticos.

Foi anunciada a escolha do projeto para a nova sede da Câmara dos Deputados e os nomes dos arquitetos Archimedes Memória e Francisque Couchet cuja construção se deu entre 1922 e 1926. Projetado em estilo eclético o Palácio Tiradentes é inaugurado em 6 de maio de 1926, e, passa a abrigar a Câmara Federal que ali funcionou de 1926 a 1960, tendo recebido para a posse todos os presidentes do período- de Washington Luiz a Juscelino Kubitscheck.

De 1937 a 1945, durante o Estado Novo, o Parlamento foi fechado pelo presidente Getúlio Vargas e no Palácio Tiradentes passa a funcionar o Ministério da Justiça e o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão de censura do regime.

Em 1960, quando da transferência da capital do país para Brasília, o Palácio Tiradentes abriga a Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara (ALEG) que 15 anos depois, com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, passa a se chamar Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), que funcionou ali até julho de 2021, sendo transferida para o Edifício Lúcio Costa, na Rua da Ajuda, 5, no Centro.

Atualmente o palácio está passando por obras de restauro e conservação e será transformado no mais novo espaço cultural do Centro, com previsão de abertura ainda este ano. De grande importância histórica e arquitetônica já atraiu milhares de milhares visitantes, entre brasileiros e estrangeiros, desde a inauguração (2001) de sua exposição permanente: “Palácio Tiradentes, Lugar de Memória do Parlamento Brasileiro”.

 

O Pod Alerj tem entrevista sobre o Palácio Tiradentes com subdiretor-geral de Cultura da Alerj, Nelson Freitas e a arquiteta Simone Algebaile. Acesse https://www.youtube.com/watch?v=zxEyj0j548k

 

Por Symone Munay

Foto: ArquivoMIS/ComunicaçãoALERJ

*DETALHES DE UM PALÁCIO: A Cúpula

CUPULA obras de restauraçâo em 2016.Jpg_20160413 Detalhes da cúpula do Palácio Tiradentes Crédito Thiago Lontra 2017

 

Com 350 toneladas e medindo 12 metros de diâmetro a cúpula do Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ)  é tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).  Seu vitral reproduz o céu do Rio do Janeiro às 9h15 do dia 15 de novembro de 1889, momento exato da proclamação da República do Brasil.

São oito  telas que retratam “A evolução política brasileira” (telas maiores) e a “Formação territorial nacional” (telas menores). São representações da chegada da Esquadra Portuguesa, em 1500, comandada por com Pedro Álvares Cabral, a Proclamação da República. Além da visão externa da cúpula cada detalhe da obra dos irmãos Rodolpho Chambelland e Carlos Chambelland, pode ser observado com clareza do interior do plenário Barbosa Lima Sobrinho.

Durante a última restauração  –  que levou um ano e meio entre 2015 até maio  de 2017 –  a peça foi dividida em quadrantes, como um grande quebra-cabeça. Neste período de restauração, uma imensa lona branca recobriu todo o espaço. Seus componentes foram retirados de só uma vez, e foram recuperadas no atelier do vitralista Luidi Nunes que contou com a colaboração de 12 profissionais.

Com 45 anos de profissão, Luidi é considerado a maior referência no Brasil na recuperação e criação de vitrais, sendo 1.500 painéis de sua autoria. Os vidros superiores da cúpula foram trocados e a estrutura de sustentação foi reforçada com hastes de metal horizontais. “Corrigimos ainda um problema do projeto original. É extraordinário poder devolver uma peça histórica ao seu local de origem. Acreditem, agora a cúpula está pronta para durar uns 80 anos ou mais”, disse ele naquela ocasião.

Cúpula PEQUENA e detalhe de alegorias na fachada do Palácio Tiradentes Crédito AscomAlerj

Por Symone Munay

Fotos: Comunicação/Alerj

PROJETO RATIFICA AUTORIZAÇÃO DA ALERJ PARA DECLARAR TÍTULOS DE PATRIMÔNIO CULTURAL

LUIS PAULO octacilio barbosa

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quinta-feira (28/04), em discussão única, o Projeto de Lei 1.130/19, do deputado Luiz Paulo (PSD), que assegura legalmente ao Poder Legislativo a instauração do processo de declaração de patrimônio cultural imaterial do Estado do Rio. O texto segue para o governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

A medida complementa a Lei 6.459/13, que estabeleceu as regras para declaração de patrimônio cultural imaterial. Atualmente, segundo a norma, só podem instaurar o processo a Secretaria de Estado de Cultura, o Conselho Estadual de Cultura e as entidades e associações civis dotadas de personalidade jurídica própria. “A Alerj já aprova leis sobre o tema. O projeto é somente para dar validade legal ao que este parlamento já pratica há muito tempo”, afirmou Luiz Paulo.

Com o novo projeto, o referido processo terá início pela apresentação de requerimento circunstanciado ou através de lei aprovada na Alerj, que deverá ser analisada pelo Conselho Estadual de Patrimônio Histórico e Cultura do Rio.

“A declaração de Patrimônio Cultural Imaterial tem por finalidade preservar a memória e a identidade histórica dos diversos segmentos que compõem a sociedade fluminense tendo como base legal a nossa Carta Magna”, concluiu o parlamentar.

 

Por Comunicação/Alerj

Foto: Octacílio Monteiro