RIOHARPFESTIVAL MESCLA REPORTÓRIOS EM CONCERTO NO PALÁCIO TIRADENTES

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Com um repertório eclético, vasto e com um toque nacional, que incluiu a execução de “Aquarela do Brasil” em duas harpas ao mesmo tempo, o belga Jacques Vandelvede emocionou as cerca de 70 pessoas que prestigiaram sua apresentação, na noite desta terça-feira (19/07), no Palácio Tiradentes. O concerto, gratuito, faz parte da “Série Música e Democracia” do RioHarpFestival 2022, um dos mais maiores e importantes festivais de harpas do mundo.

 Vandelvede falou do seu encanto pela música latina. “É mágico poder estar aqui com minhas harpas e tocar na terra do samba, assim como pude tocar ‘Garota de Ipanema’ na harpa há 17 anos”. Ele também destacou a oportunidade de cada harpista mostrar sua técnica noRioHarpFestival. E disse que seu repertório vai do barroco à bossa nova, e inclui muitos sambas e uma mescla de ritmos de toda a América Latina.

 O harpista contou ainda que visitou a América nos anos 90, e que tem ajudado a popularizar a harpa e abrir possibilidades de mais artistas comprar harpas latinas. “A cultura latina é grandiosa e há muito interesse das mídias da Europa em difundi-la”, comentou.

O subdiretor de Cultura da Alerj, Nelson Freitas, lembrou que Vandelvede é um grande pesquisador da música e da cultura latino-americana. Ele lembrou que o espaço está em fase de restauração para se tornar a Casa da Democracia e que o RioHarp é uma oportunidade de testar essa nova funcionalidade do que será o novo equipamento cultural da cidade.

Sergio da Costa e Silva, idealizador do Rioharp, também enfatizou o valor artístico de Vandelvede. Sobre o sucesso do RioHarp, disse que já são mais de 6 mil pessoas assistindo às apresentações da 17a edição deste que já é considerado o maior festival de harpas do mundo. “Vandelvede é um artista ímpar no mundo, toca com as duas mãos e ele mesmo criou suas harpas. Os músicos saem daqui tocando ‘Garota de Ipanema” e fazendo intercâmbio. Hoje o Jacques tocou ‘Aquarela do Brasil’, comentou.

A série ‘Música e Democracia’ do RioHarp 2022 foi criada em parceria pela Subdiretoria de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), especialmente para apresentações no prédio histórico que sediou o Parlamento fluminense e que hoje está sendo adaptado para se transformar em Casa da Democracia Brasileira.

 No próximo dia 26, o harpista mexicano Kevin Zapa Hurtado vai se apresentar no Palácio e no dia 1º de agosto, é a vez do argentino Walter Morato. Já passaram por lá, o duo Claire Le Fur (harpa) e Raymond Gratien (guitarra), representante da França; e o duo libanês Al Nur Kibir’ JafferSwamani e RudaBrauns. Os concertos do RioHarpFestival no Palácio Tiradentes ocorrem na sala 103, com entrada pela Rua Dom Manuel s/nº, na Praça XV. A entrada é gratuita e as vagas são limitadas. O público deve chegar uma hora antes para a retirada de senha. A distribuição começa sempre às 18 horas, com acesso pelos fundos do Palácio.

Festival integra projeto Música no Museu

 Um dos principais festivais do mundo, o RioHarp transforma a cidade durante o mês de julho na ‘capital mundial das harpas’, mostrando os vários tipos do instrumento e os sons possíveis que vão desde a música barroca, antiga e clássica, aos contemporâneos, como jazz, rock, bossa nova, ritmos latino-americanos e até heavy metal. Pioneiro em colocar em sua programação orquestras de comunidades criadas a partir de projetos de inclusão social, o RioHarpFestival mobiliza nesta 17ª edição 50 músicos de 20 países em 73 concertos em diversos palcos entre os dias 1º e 31 de julho.

 Além de fazer parte do circuito mundial da harpa, o RioHarp integra a programação do projeto ‘Música no Museu’, já consolidado na agenda cultural da cidade. Iniciado em 1997, o Música no Museu tornou-se a maior série de música clássica do país, reconhecido pelo RankBrasil, a versão brasileira do Guinness Book. Com exceção do período da pandemia da covid-19, foram realizados 500 concertos presenciais por ano em todo o país, reunindo cerca de 2.500 músicos, além de contar com uma versão internacional.

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Por Comunicação/Alerj

Foto: Symone Munay