YASSIR CHEDIAK EMOCIONA A PLATEIA NO PALÁCIO TIRADENTES COM MÚSICA DE VIOLA

Nem a chuva fina e a queda na temperatura tiraram o ânimo das mais de 150 pessoas que prestigiaram a apresentação de Yassir Chediak na segunda apresentação do projeto “Viva o Compositor Brasileiro”, na noite desta quinta-feira (11/8). Com sua viola caipira, o cantor, compositor e ator emocionou a plateia que ocupou as cadeiras do antigo plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).

O repertório, executado ao lado do também violeiro Marcellus Meirelles, reuniu releituras de clássicos brasileiros, instrumentais e composições próprias, como ‘Amanheceu, peguei a viola’, composição sua em parceria com Renato Teixeira, e outras como “Felicidade” e “O Sorriso Mais Bonito”. Entre clássicos do cancioneiro popular, trouxe canções como ‘A Majestade, o Sabiá’, de Roberta Miranda, ‘Vide Vida Marvada’, de Rolando Boldrini, e ‘O Rio de Piracicaba’, de Tião Carreiro. ‘Beija-Flor’, de Geraldo Azevedo e Elba Ramalho, fez a plateia cantar junto, enquanto a longa letra de ‘Romance no Deserto’, uma versão de Fagner para a composição de Bob Dylan, de 1987, impressionou a todos.

“É um prazer estar aqui nesse espaço tão incrível, que agora se abre para a música, o teatro, as artes”, disse o carioca, que mora atualmente na Serra da Cantareira, interior de São Paulo. Na semana do Dia dos Pais, Yassir Chediak ainda levou o filho, Matheus, de 9 anos, para assistir o espetáculo, e aproveitou diversos momentos da apresentação para falar sobre a importância da valorização da autêntica música de viola.

Segundo o músico, a viola caipira, com dez cordas, é um “instrumento mágico” e o caipira, “aquele que caminha ao longo do rio”. Ele também tocou e cantou a bela canção ‘A Lenda do Pescador’, letra de sua autoria que homenageia a caiçara, “aquele que caminha ao longo do mar”. Ainda na apresentação, Chediak emocionou a plateia ao contar a vez em que, incentivado por Tião Carreiro, considerado o ‘rei da viola’, foi até um cemitério invocar a força espiritual de um antigo violeiro para ajudá-lo na arte de dominar o instrumento.

O espetáculo foi aberto por Luiz Barbalho, um cantor e compositor de Paracambi, na Baixada Fluminense. “Estou emocionando, me sentindo um artista de verdade”, disse ele, acostumado a tocar em bares e restaurantes, ao agradecer a oportunidade de tocar na Casa. Barbalho arrancou aplausos da plateia com uma música em homenagem especial à Baixada. Ele contou que tem quatro composições assinadas em coautoria com o presidente da Alerj, André Ceciliano, que foi prefeito de sua cidade. Uma delas, ‘Me deixa ficar só’, que foi escrita em um guardanapo, fez questão de tocar e cantar em sua curta apresentação, que emocionou a todos.

O subdiretor-geral de Cultura da Alerj, Nelson Freitas, anunciou que no dia 25 de agosto, é será a vez de o funk melody de Buchecha (da dupla Claudinho e Buchecha) ‘invadir’ o Plenário Barbosa Lima Sobrinho. O show será precedido por O Nilton, às 19h. O espaço tem capacidade para 200 pessoas. A entrada é gratuita, com distribuição de senhas a partir das 18h. Aberta em junho passado com um show do compositor, maestro e pianista Wagner Tiso, a edição de 2022 do projeto prevê ainda apresentações de artistas como Isabella Taviani, Kleiton e Kledir, Carlos Dafé, Ceiça Moreno, entre outros, com trabalhos inéditos. O projeto “Viva o Compositor Brasileiro” é coordenado pela Subdiretoria-Geral de Cultura da Alerj em parceria com a Funarj.