GRUPO PIMENTA DO REINO ENCERRA PROJETO ‘PRIMAVERA DO FORRÓ’ NO PALÁCIO TIRADENTES

pimenta do reino SHOW

Com uma mistura de ritmos nordestinos, como embolada, maracatu, baião e xote, além do autêntico forró, o grupo Pimenta do Reino fechou a temporada de 2022 do projeto “Primavera do Forró”, na noite desta terça-feira (25/10), no Palácio Tiradentes. O espetáculo encerra a série de três apresentações: as outras foram do grupo Mulheres Cantam Nordeste e do tradicional Trio Nordestino.

O projeto é mais uma iniciativa da parceria bem-sucedida entre a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), por meio de sua Subdiretoria-Geral de Cultura, e a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj). Ainda esta semana, o Palácio recebe três shows musicais, todos gratuitos: Mart’ Nália e Tony Garrido, nesta quarta e sexta-feira (dias 26 e 28), pelo projeto Sons da Independência, e Ronaldinho do Cavaquinho, na quinta (27), pelo projeto ‘Viva o Compositor Brasileiro’.

Comandado pelo pernambucano Daniel Guerra (voz e violão), juntamente com os músicos Júnior Domingues ( zabumba) e Eron Lima Domingues (sanfona), o Pimenta do Reino se destacou na música popular em 2005 nos bares da Baixada Fluminense e desde então se apresenta na região e em diversas cidades do Estado do Rio. Além do repertório com clássicos do forró, gravados por grandes nomes como Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, Alceu Valença e Fagner, o grupo apresentou alguns trabalhos autorais.

“É proibido cochilar”, canção de Os Três do Nordeste, foi a senha para os primeiros casais se animarem para o arrasta-pé no quase centenário Plenário Barbosa Lima Sobrinho. O grupo trouxe muitos sucessos dançantes, como “O Canto da Ema”, “Estação da Luz”, “Táxi Lunar”, além de canções mais românticas para “dançar agarradinho”.

Um dos pontos altos foi a execucão de “Ai, Que Saudade D’Ocê”, composta em 1982 pelo paraibano Vital Farias e gravada por artistas como Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Fagner e regravada como tema das novelas Renascer (1993) e Império (2014) por Fábio Junior e Zeca Baleiro, respectivamente.

“Essa casa inspira leis, inspira sonhar, inspira liberdade, inspira esperança, inspira democracia”, disse Daniel, antes de apresentar “Anunciação”, letra de Alceu Valença escrita em 1983 e considerada por muitos um verdadeiro hino pelo fim da ditadura militar, nos primeiros anos de redemocratização do país.

Todas as apresentações musicais promovidas pela Alerj e Funarj no Palácio Tiradentes, a nova Casa da Democracia Brasileira, começam às 19 horas. A entrada é gratuita e a retirada dos ingressos começa às 18h no local – Rua Primeiro de Março, s/nº, Praça XV – Centro – Rio de Janeiro. A capacidade é de 200 lugares sentados.

Por Ascom/ALERJ

PALÁCIO TIRADENTES VIRA PALCO PARA ANIMADORES CULTURAIS

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Animadores culturais tomaram conta das escadarias do Palácio Tiradentes, nesta terça-feira (25/10), com apresentações de um auto teatral, bandas musicais e uma performance drag queen. Os animadores celebraram os 40 anos da categoria e o centenário do seu criador o antropólogo e professor e Darcy Ribeiro (1922-1997). O grupo encerrou a manifestação a leitura de uma carta aberta pedindo à população apoio contra a extinção da categoria.

Durante a manhã os profissionais realizaram uma mesa a redonda “Animação Cultura  40 anos – o sonho vai continua” no plenário da sede da Assembleia Legislativa do Rio (ALERJ), onde  parlamentares e educadores debateram sobre a importância da capacitação e resistência da classe nas escolas. “Precisamos continuar trabalhando para que a animação cultural prossiga formando mentes criadoras e se torne um projeto de formação humana dentro das escolas. A cultura é importante e deve ser estimulada sempre”, destacou o subdiretor-geral de Cultural da ALERJ, Nelson Freitas.

“A cultura é importantíssima e dever ser estimulada, colocada na frente o tempo todo dentro das escolas”, destacou o presidente da Comissão de Cultura da ALERJ, o deputado Eliomar Coelho (Psol).

O animador cultural Sérgio Alves, representante da comissão de organizadores culturais do Rio, falou sobre a trajetória de décadas de atuação dos profissionais e o caminho de resistência que vem percorrendo. “Nós trabalhamos em escolas há 40 anos, esse movimento é um manifesto de resistência à cultura. O projeto faz uma ponte entre escola e comunidade. Além disso, estamos em uma comunicação direta com parlamentares e o sindicato dos professores para que nos ajudem a resistir. Estão querendo demitir os animadores após décadas de trabalho, não podemos deixar que isso aconteça”, disse Alves.

Éder Ferreira, 38 anos é integrante do grupo teatro Nós do Morro e participou dos projetos dos animadores culturais no Ciep em Nova Friburgo, na região Serrana. Com o nome artístico Bee Chá Éder, ressaltou a importância dos animadores em sua caminhada como artista. “Comecei nesse projeto quando eu tinha 13 anos de idade e foi uma animadora cultural que percebeu meu talento no teatro. De fato, esse reconhecimento foi um divisor de águas da minha carreira. Além disso, a representatividade drag queen que carrego é muito forte para o mundo LGBTQIAP+, meu personagem é político”, disse Éder.

Na ocasião, foi inaugurada uma exposição com trabalhos produzidos pelos animadores e seus alunos, no segundo andar da ALERJ, com peças em cerâmica, artes plásticas e fotografia. Participaram também do manifesto estudantes dos CIEPs Adriano Hipólito, em Nova Iguaçu, Mário Quintana, em Campo Grande e colegio  Barão de Tefé, Seropédica que apresentaram  a Banda de Rock Delta e o grupo Wagner José e seu Bando com repertório autoral.

 

 

Por André Arruda e Symone Munay

Foto: Symone Munay