RONALDO DO CAVAQUINHO LEVA O MELHOR DO ‘CHORINHO’ PARA O PALÁCIO TIRADENTES

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Um dos mais originais estilos de música brasileira, o Choro, ou Chorinho será muito bem representando pelo músico Ronaldinho do Cavaquinho, nesta quinta-feira (25/10), às 19 horas, no plenário Palácio Tiradentes, à Rua Primeiro de Março, s/n, Praça Quinze. Será mais uma apresentação do projeto ‘Viva o Compositor Brasileiro’, uma iniciativa da Subdiretoria-Geral de Cultura da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) com parceria da Fundação Anita Mantuano de Artes do Rio (FUNARJ).

O público deve chegar para a retirada do ingresso a partir das 18 horas.

Ronaldinho do Cavaquinho é considerado o herdeiro musical do compositor Waldir Azevedo (1923-1980), tanto pela virtuosidade com que interpreta suas obras, quanto pela missão de difundir e preservar o legado do autor de mais de 130 canções como “Brasileirinho”, “Pedacinho do Céu”, “Delicado” e “Carioquinha”. No repertório ele incluirá também composições de Pixinguinha, Noel Rosa,  Ary Barroso e estará acompanhado pelo grupo — Choro em Conserva.

Para o músico, que preside do Instituto Waldir Azevedo (IWA), com sede em Conservatória, no município de Valença, uma das melhores maneiras de homenagear o mestre, além de estar em um local histórico como o Palácio Tiradentes, agora dedicado à música, é manter sua obra ao alcance do grande público. ”O Instituto veio só para consolidar ainda mais todo o legado de um dos maiores expoentes e ícones da cultura brasileira preservando sua memória com a exposição permanente de seus objetos pessoais, móveis e demais artigos ligados à sua criação artística”. disse Cavaquinho.

 Sobre o Choro

O Choro, ou Chorinho foi criado a partir da combinação de elementos das danças de salão europeias, da música popular portuguesa e da influência dos cânticos dos escravizados vindos da África. Surgiu primeiramente no Rio de Janeiro, por volta de 1870 —, nos botecos e biroscas no bairro Cidade Nova, no Centro da então capital do Brasil, propagando-se para os subúrbios.  Talvez por esta origem é considerada a primeira música urbana tipicamente brasileira, cujo nome veio da maneira sentimental e ‘chorosa’ da música que esses pequenos grupos musicais faziam.

Sua principal característica é a forma rondó das composições, ou seja, a forma de música instrumental que possui uma parte principal e várias seções secundárias. Para alguns estudiosos o Choro aparece não como gênero musical, mas como “forma de tocar”.

 

Serviço:

O que: “Viva o Compositor Brasileiro” apresenta Ronaldo do Cavaquinho

Quando: 27/10, às 19 horas.

Onde: Palácio Tiradentes. Plenário Barbosa Lima Sobrinho. Rua Primeiro de Março, s/n – Praça XV – Centro.

O acesso para cadeirantes poderá ser feito pela Rua Dom Manuel, s/n, atrás do Palácio Tiradentes. Entrada Franca.

 

 

Por Symone Munay

Foto: Divulgação

 

SHOW DE MART’NÁLIA E TONI GARRIDO FAZ O PÚBLICO DANÇAR DO PALÁCIO TIRADENTES

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Do jongo ao maxixe, das marchinhas de carnaval ao som de   “Sonho Meu”, de Dona Ivone Lara. Assim foi o show nesta quarta-feira (26/10), de Mart’nália e Toni Garrido no mais novo espaço cultural do Centro, o Palácio Tiradentes: Casa da Democracia. Os artistas fizeram o público cantar e dançar entre as cadeiras do plenário Barbosa Lima Sobrinho lotado.  Músicas unindo o passado ao presente e contando histórias, falando de amor e alegrias num repertório que uniu Cartola, Tom Jobim, Paulinho da Viola, Ari Barroso, Noel Rosa e Martinho da Vila, entre outros.

Com coordenação da Subdiretoria-geral de Cultura da Assembleia Legislativa do Rio (ALERJ) e a Fundação Anita Mantuano de Artes do Rio de Janeiro (FUNART) o show tem a direção de Moacyr Góes. Na produção, uma viagem pela música brasileira desde os primórdios, com o lundu, ritmo introduzido pelos escravizados oriundos da África, até os gêneros mais recentes com a narração dos atores Augusto Garcia e Carla Guidacci.

“É uma sensação incrível poder se apresentar em um projeto que celebra os 200 anos da Independência do Brasil e relembrar que de certa forma, o país inteiro está hoje consciente desta liberdade. Além disso, eu e minha amiga Mart’nália estamos celebrando também nosso aniversário, ambos no dia 07 de setembro. Isso tudo então, tudo isso junto faz este projeto ainda mais simbólico”, disse Toni Garrido.

Para Mart’nália, a diversidade musical e de ritmos que o Sons da Independência permite transmitir ao público é que tornou tudo extremamente gratificante. “É um prazer estar celebrando esse momento num espaço histórico como é este Palácio, ainda mais ao lado de um amigo especial como o Toni “, destacou ela.

A advogada Tereza Aguiar, moradora do Flamengo que já tinha prestigiado o show da dupla no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, Centro, disse que não perderia a oportunidade de ouvi-los mais uma vez.  “Eu adoro os dois cantores, são artistas completos e que renovam qualquer energia como foi este espetáculo contagiante”.

Já o professor Thiago Azevedo veio de Icaraí, em Niterói, exclusivamente para o show que segundo ele, cheio de alegria e  proporcionando muito encantamento. “Tenho grande paixão pelo trabalho de cada um individualmente. São artistas engajados politicamente e possuem uma grande representatividade na música negra, além de trazer com eles bandeiras importantes além da arte”, destacou ele.

Em três outros dias: 28/10, 01/11 e 08 /11 Mart’nália e Toni Garrido vão subir novamente ao palco da Palácio Tiradentes: Casa da Democracia, que até o ano passado era sede da ALERJ.

Serviço:

Palácio Tiradentes. Rua Primeiro de Março, s/n. Praça XV.

Dias: 28/10 , 01/11 e 08 /11 – Hora: 19h.

Entrada é gratuita e a retirada dos ingressos começa às 18h no local. Acesso para cadeirantes deverá ser feito pela Rua Dom Manuel, s/n, atrás do palácio. Entrada franca.

 

Por Symone Munay e André Arruda

Foto: Symone Munay