Exposição virtual celebra 95 anos de inauguração do Palácio Tiradentes

 

 

Exposição de fotografias nos 95 anos do Palácio Tiradentes
Exposição Meu Palácio Tiradentes reúne fotógrafos da Alerj  

Para celebrar os 95 anos de inauguração do Palácio Tiradentes, uma parceria entre as subdiretorias de Cultura e Comunicação Social da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro apresenta a exposição virtual “Meu Palácio Tiradentes”. Programada inicialmente para ser exibida no Salão Nobre, ela precisou ser readaptada em respeito às normas sanitárias de distanciamento social. A mostra trás um olhar único e diferenciado de quatro fotógrafos que trabalham na Casa: Júlia Passos, Rafael Wallace, Thiago Lontra e Octacílio Barbosa. A apresentação completa está disponível em www.alerj.rj.gov.br

Quando foi inaugurado, em 6 de maio de 1926, o Palácio Tiradentes tinha uma importância muito maior do que ser a nova sede do Congresso Nacional. Ele buscava representar os melhores anseios da ainda jovem República Brasileira. Desde a sua localização, no mesmo lugar da antiga Casa de Câmara e Cadeia, sede da administração colonial portuguesa, até o nome e a localização exata da estátua de 4,5 metros do maior entre os mitos nacionais, tudo deveria sedimentar a opinião pública em torno dos avanços republicanos.

Por determinação da Mesa Diretora, todas as unidades da federação participaram da empreitada. Além das contribuições financeiras, vieram mobiliários de estados como São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O Rio Grande do Norte, por exemplo contribuiu com 50 toneladas de gesso. E diversas inovações técnicas caracterizaram a obra, como o uso de argamassa com resistência equivalente a pedra e vergalhões de ferro usados pela primeira vez no país.

Sobre os fotógrafos que integram a exposição:

Thiago Lontra é fotógrafo profissional há mais de doze anos. Formado na UESA, sua experiância no fotojornalismo vem dos jornais cariocas O Globo e Extra, tendo passado também por diversos outros jornais. É natural de Nova Friburgo e desde 2015 trabalha na Comunicação Social da Alerj. @tlontra também presta serviços de fotografia nas áreas de ensaios e eventos

Rafael Wallace é formado em Filosofia e Arte e atua há mais de 15 anos como fotógrafo profissional. Tendo sua base no fotojornalismo, tem interesse especial na fotografia de arquitetura e retratos corporativos. É também fundador da @RWBfotos, empresa de fotografia e audiovisual.

Julia Passos é formada em Estudos de Mídia e atua como fotógrafa há 7 anos. Iniciou sua carreira na Alerj como estagiária e hoje integra a equipe de fotografia. @juliapassos é também aluna da Academia Internacional de Cinema (AIC) e trabalha com projetos ligados à imagem da memória negra no Estado.

Octacílio Barbosa tem formação publicitária, mas encontrou no fotojornalismo uma oportunidade de traduzir em imagens sua visão humanista e pessoal da realidade. Seu trabalho (@octawow) traduz uma leitura profunda do olhar de seus retratados.

Para maiores informações:

ASCOM/ALERJ  (21) 2588-1000

Subdiretor de Cultura participa de debate sobre a criação do Museu de Arquitetura do Catete

 Por Larissa Ventura*

A Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) reuniu nesta terça-feira  (13/04 ), especialistas e representantes de instituições ligadas à preservação do patrimônio cultural do Rio e ao turismo para debater o Projeto de Lei 3.535/21, que propõe a criação do Museu de Arquitetura Urbana, no Catete. O objetivo do projeto é valorizar o patrimônio histórico presente nos bairros da Glória, Catete, Largo do Machado e Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

O deputado Luiz Paulo (Cidadania), autor do texto, enfatizou a importância do debate e da construção coletiva do projeto: “É uma iniciativa que deve ser abraçada pelos órgãos do governo ligados à Cultura e ao Turismo, por empreendedores e, claro, pela própria Alerj, que tem interesse fundamental na história da nossa República. Vamos construir juntos esse projeto para que ele possa voltar à pauta da melhor forma possível”.

O historiador da Alerj, Douglas Libório, que também participou da elaboração do PL, acredita que a criação do museu pode reforçar o laço afetivo dos cariocas com a região: “A cidade do Rio foi fundada nessa localidade. O projeto é uma resposta ao mito da decadência do bairro após a mudança da capital do país para Brasília. Essa iniciativa é importante para pensarmos nossa história, o “ser carioca”, e para reforçar nossos laços com a cidade“.

Recursos Orçamentários

Da mesma forma, a presidenta do Conselho Federal de Museologia (Cofem), Rita de Cássia de Mattos, destacou a importância de se definir de forma clara a origem dos recursos financeiros para a execução do museu e sugeriu a presença de um museólogo no Comitê Gestor previsto pelo projeto de lei.

O projeto

De acordo com o projeto, o museu, que contemplaria áreas, espaços, edifícios e paisagens que retratem a diversidade arquitetônica carioca nos bairros (Glória, Catete, Largo do Machado e Flamengo), se tornaria um centro de referência para estudos sobre o desenvolvimento urbano e arquitetônico carioca, serviria como espaço para a expressão e para a manifestação cultural e promoveria o turismo de interesse histórico e arquitetônico.

Os pontos, espaços e construções do percurso seriam identificados em sua entrada através de uma placa com o selo do Museu de Arquitetura Urbana do Catete e um QR Code, que mostraria conteúdo histórico e arquitetônico do ponto de interesse.

O projeto define os pontos de percurso do museu, englobando Catete e os demais bairros de interesse. Confira:

Largo da Glória

Villa Aymoré

Igreja do Outeiro de Nossa Senhora da Glória

Memorial Getúlio Vargas

Hotel Glória

Edifício Milton

Antigo edifício sede da Manchete e Editora Bloch

Hotel Novo Mundo

Antigo prédio da União Nacional dos Estudantes (UNE)

Castelinho do Flamengo

Rua Benjamin Constant

Rua Santo Amaro

CIEP Presidente Tancredo Neves

Colégio Zaccaria

Rua Silveira Martins

Palácio do Catete (Museu da República)

Museu de Folclore Edison Carneiro

Conjunto arquitetônico do século XIX

Casarão Ameno Resedá

Rua Bento Lisboa

Antiga Faculdade de Direito

Antigo Cine Azteca

Centro Cultural Oi Futuro

IAB-RJ (Antiga Garagem de Bondes e Estação Telefônica)

Colégio Estadual Amaro Cavalcanti

Largo do Machado

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Glória

Praça José de Alencar

 

* diariodoRio.com

Publicação da levará leitor a uma viagem histórica

Nelson Freitas e o presidente da Alerj, André Ceciliano

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado André Ceciliano, recebeu hoje das mãos do Subdiretor Geral de Cultura, Nelson Freitas (esq. na foto), o primeiro exemplar da nova publicação Palácio Tiradentes – A Casa da Democracia.  “O livro foi elaborado para conduzir o leitor a uma viagem à memória histórica e contemporânea do Palácio Tiradentes, construído em 1926 não só para ser a sede do parlamento brasileiro, mas como representação dos maiores anseios da jovem República”, explicou Nelson Freitas.

Com uma narrativa objetiva, repleta de imagens, o livro propõe uma leitura crítica e criativa da memória histórica e contemporânea brasileira desde a construção da Casa de Câmara e Cadeia, ainda no período colonial do Rio de Janeiro, passando pela mudança da capital para Brasília, até os dias de hoje, contemplando todos os espaços, símbolos e obras de arte do prédio.

“Ter a oportunidade de caminhar pelo Palácio Tiradentes é mais do que se encantar com seus detalhes estéticos, é respirar a História do Brasil onde ela realmente aconteceu”, disse o presidente da ALERJ, André Ceciliano. “Palácio Tiradentes – A Casa da Democracia”, vem cumprir justamente um papel de apresentar com detalhes esta “joia” da arquitetura brasileira, situada em um dos mais importantes centros históricos da cidade mais linda de nosso país”.

Em função dos limites impostos pela pandemia, o livro só terá uma cerimônia de lançamento após a vacinação. Além da dinamização da leitura do livro para as escolas do estado, a ALERJ disponibilizará versões em inglês e espanhol para o público estrangeiro que faz a visita guiada ao Palácio Tiradentes.

Foto: Ascom/Alerj

Subdiretor de Cultura da Alerj recebe medalha Amigos da Marinha

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Por Gisele Araújo

O subdiretor-geral de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Nelson Freitas, foi condecorado com a medalha Amigo da Marinha. O reconhecimento foi concedido em cerimônia realizada, nesta quarta-feira (25/11), no Museu Naval do Rio. A homenagem é destinada a pessoas da sociedade civil, militares e instituições que têm contribuído no relacionamento com a instituição.

O Museu Naval fez parte do Projeto “Caminhos do Brasil – Memória – Centro Histórico Praça XV” coordenado e realizado pela Subdiretoria-Geral de Cultura da Alerj, com o objetivo divulgar as atrações históricas e culturais da região da Praça XV e adjacências.

“Fico extremamente feliz de ter sido homenageado como Amigo da Marinha, pois é o resultado de um trabalho de valorização, fortalecimento e fomento da memória histórica brasileira”, declarou Freitas.

Segundo o Diretor do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, o vice-almirante José Carlos Mathias, o Projeto Caminhos do Brasil contribui com o incremento de visitantes no Museu. “Foi muito bom participar de um projeto desse tipo, em que museus e organizações culturais se juntam para aumentar o público visitante e levar mais informação para a população. Esse programa aumentou nosso relacionamento com a Alerj na área cultural e isso trouxe benefícios para ambas as instituições, resultando no reconhecimento e entrega da medalha”, disse o vice-almirante Mathias.

O “Dia Nacional do Amigo da Marinha” é comemorado em 6 de novembro, data natalícia do ex-ministro da Marinha, almirante de esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, fundador da Sociedade Amigos da Marinha (SOAMAR), e responsável sua expansão para todo o País. Durante a solenidade, foram homenageados também a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e outras personalidades civis.

Foto: Ascom/Alerj

Visita guiada ao Palácio Tiradentes é suspensa durante a pandemia

 

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A Subdiretoria-Geral de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu suspender hoje (10/03), temporariamente, a visita guiada ao Palácio Tiradentes durante a pandemia da Covid 19.

A decisão está baseada nos protocolos sanitários que recomendam a prática do distanciamento social e evitar aglomerações. As visitações serão retomadas após a vacinação da população.

A visita ao Palácio Tiradentes conta com a exposição permanente Palácio Tiradentes: Lugar da Memória do Parlamento Brasileiro, aberta diariamente ao público desde ano de 2000, que retrata os percursos da República e o decorrer da história política do Rio de Janeiro e do Brasil.

Para mais informações: (21) 2588-1516

Mil vozes em celebração natalina na escadaria do Palácio Tiradentes

Centenas de cantores se reuniram nas escadarias do Palácio Tiradentes para uma apresentação especial em celebração ao NatalCORO VILLA-LOBOS pedro-soares-2019-12-18-21

 

 

O espetáculo contou com os integrantes deste Grande Coro são todos alunos do cursos regulares da Escola de Música Villa-Lobos, e do  seu grupo mais representativo, o Madrigal do Villa. Com atuação desde 2017 e cerca de 30 cantores adultos, o Madrigal fizeram uma participação com seu repertório de cunho religioso/ritualístico de origens, estilos, compositores e arranjadores diversos.

A direção musical da apresentação e regência é do professor e coordenador dos cursos da EMVL, Leandro S. Gregório, com preparação do repertório e orientação dos alunos pelos professores Clarisse Grova, David Monteiro, Isabela Vieira, Marcos Teixeira, Valbiana Coutinho, Wigberto Júnior e Marcel Souza. A produção é de Glaucia Sundin.

A apresentação integrou a série de espetáculos que a Escola de Música Villa-Lobos  – um espaço da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa / FUNARJ, vem realizando em ações culturais pela cidade com seus grupos corais, como o Madrigal do Villa e o Coro de Câmara, fortalecendo a tradição da instituição na formação de cantores e músicos profissionais. “Oportunidade única e   especial para o público conhecer o coro e desfrutar de boa música, num local de importância histórica para o Rio de Janeiro, assim como interagir com as atividades realizadas pela Escola de Música Villa-Lobos em parceria com a Assembleia Legislativa”, afirmou o presidente da Alerj, deputado André Ceciliano.

Grande Coro da Escola de Música Villa-Lobos
Quarta-feira, 18 de dezembro de 2019 – 18 horas
Palácio Tiradentes – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj)
Rua Primeiro de Março, s/n – Praça XV

Foto: Pedro Soares

Banda Sinfônica dos Bombeiros traz repertório eclético para as escadarias do Palácio Tiradentes

Em mais uma edição do “Alerj ao Pôr do Sol”, a atração nesta quinta-feira será a apresentação da Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros. Comemorando 123 anos de criação, o principal grupo musical da corporação apresentará nas escadarias do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa, um repertório eclético misturando clássicos eruditos a canções populares.

Com regência do major Aurimar Bento, maestro titular da Banda Sinfônica, 27 músicos, todos eles bombeiros militares, prometem um show divertido e alegre, para se ouvir e dançar. O repertório inclui desde o tema do filmes “Os incríveis”, passando por canções de musicais como West Side Story e sucessos da MPB. O destaque será a apresentação de músicas de ex-integrantes da banda, como o fundador Anacleto de Medeiros, Ducilando Pereira e Artur Barreiros.

A banda sinfônica dos bombeiros é uma instituição cultural do estado. Sua origem remonta a 1896 quando o então comandante dos Bombeiros, tenente-coronel Eugênio Rodrigues Jardim, solicitou ao Governo Federal autorização para criar uma banda de música, atendendo a um antigo desejo de Oficiais e Praças da Corporação. No dia 30 de outubro de 1896, a proposta foi atendida, mas com a ressalva de não acarretar “ônus para os Cofres Públicos”. Na mesma presteza da correspondência oficial, o Maestro Anacleto Augusto de Medeiros foi convidado para organizar e dirigir o novo conjunto musical. Anacleto de Medeiros era compositor, professor e regente, formado em clarineta pelo conservatório Nacional de Música em 14 de dezembro de 1886, hoje Escola de Música da UFRJ.
Serviço:

“Alerj ao Pôr do Sol” – Apresentação da Banda Sinfônica dos Correios
Quinta-feira, 5/12 às 17h30
Escadaria do Palácio Tiradentes
Rua Primeiro de Março S/N

Plenário da Alerj será palco do espetáculo Sons da Inconfidência

Em uma parceria inédita, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) e a Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ) vão transformar o plenário do Palácio Tiradentes, a partir do dia 14 de dezembro, no palco de um evento cultural, acadêmico e político para celebrar os 230 anos da Inconfidência Mineira. Sons da Inconfidência, com roteiro e direção de Moacyr Góes, apresentará o registro histórico de canções que deram origem aos diferentes tipos rítmicos e melódicos do cancioneiro brasileiro, a maioria delas criadas no século XVIII, intercaladas com cenas que nos remetem à memória histórica da Inconfidência e do Palácio Tiradentes. O espetáculo é estrelado pelo cantor, compositor e ator Toni Garrido, vocalista do grupo Cidade Negra, e conta com a participação da harpista, compositora e arranjadora Cristina Braga, os músicos Luiz Otávio Braga (violão de 7 cordas e arranjos), Afonso Machado (bandolim), Eduardo Lyra (percussão) e dos atores Renan Mattos e Simone Centurione. A curadoria e direção musical é de José Maria Braga.  A apresentação é gratuita.
Sons da inconfidência trará à cena as origens da música brasileira com a forte influência da cultura afrodescendente. A música que nasceu nas senzalas, nas minas e nas fazendas e, ao longo da história, migrou para os espaços da alta classe social, estará representada por danças, cânticos como Batuque, Vissungos e Lundus, que influenciaram fortemente a música ouvida na corte, sendo o Lundu, inclusive, incorporado à modinha, o que de muito facilitou à sua aceitação na metrópole. Algumas Modinhas tiveram seus versos criados por poetas da Inconfidência, como Tomás Antonio Gonzaga – é o único que tem seu nome registrado em modinhas -, Claudio Manoel da Costa e Alvarenga Peixoto. Os três fizeram parte do núcleo mais atuante do movimento que ficou conhecido como a Inconfidência Mineira e também sofreram condenações.
“A realização de um projeto de excelência técnica e artística como Sons da Inconfidência, que alia entretenimento à produção de conhecimento, expressa o comprometimento da ALERJ em contribuir para a formação de novas plateias e com a ampliação do turismo cultural no Centro Histórico da Praça XV, fortalecendo o “Caminhos do Brasil-Memória” e, consequentemente, o projeto de desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro”, afirmou o diretor de Cultura da ALERJ, Nelson Freitas.
Para o deputado André Ceciliano, presidente da ALERJ, Sons da Inconfidência “amplia a capacidade de articulação da instituição com os meios, atraindo um público diverso e ávido pelo novo para frequentar o Plenário, para vivenciar uma ação cultural singular e inédita na história da Assembleia”.
Entre as canções que farão parte do espetáculo estão “Marília, Bela”, com versos de Tomás Antônio Gonzaga; “Muriquinho”, Vissungo do Folclore Afro-brasileiro; “Ensaboa mulata”, de Cartola; sem falar no clássico samba enredo da Império Serrano de 1949 “Exaltação a Tiradentes”, de Mano Décio e Penteado.
Serviço:
Sons da Inconfidência
Plenário do Palácio Tiradentes
Rua Primeiro de Março S/N
Dias 14, 15, 21 e 22 de dezembro as 11h e 16h
Entrada Franca (retirada de senhas uma hora antes da sessão)

“Caminhos do Brasil Memória” já distribuiu seis mil passaportes 

Desde o seu início, no mês passado, “Caminhos do Brasil Memória” já distribuiu cerca de seis mil passaportes aos cariocas e turistas que visitaram, aos sábados, domingos e feriados os 11 museus e  centros culturais do Centro Histórico Praça XV. Neste fim de semana, a atração no Saguão Getúlio Vargas do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa, será a apresentação dos alunos de canto lírico do curso técnico da Escola de Música Villa-Lobos, que estreiam sábado novo horário na programação, agora às 13 horas.
A preparação vocal dos integrantes do coral é das professoras Hélida Lisboa e Suzana Santana. Com 28 anos de experiência em música, atuando como cantora desde a infância (gravou três discos gospel nos anos 90) e como professora desde 2002, Hélida é mestre em educação musical e bacharel em Canto Lírico. Já Suzana Santana é também professora e um dos destaques do Madrigal do Villa, grupo criado em 2017 para difundir repertório de cunho religioso/ritualístico de origens, estilos, compositores e arranjadores diversos.
“Caminhos do Brasil-Memória – Centro Histórico Praça XV”, lançado no dia 19 de outubro, é um projeto coordenado e realizado pela Diretoria de Cultura da Alerj e vem construir um olhar sobre os diferentes ciclos históricos e culturais da região da Praça XV e adjacências, numa confluência de interesses em comum que reúne ao Palácio Tiradentes, o Paço Imperial, o Museu Naval, o Museu da Justiça, o Instituto Histórico-Cultural da Aeronática, o Centro Cultural dos Correios, o Centro Cultural Banco do Brasil, a Casa França-Brasil, a Irmandade Santa Cruz dos Militares, o Museu Histórico Nacional e o Museu da Imagem e do Som.
Em parceria com a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro e do Governo do Estado, questões relacionadas à segurança, acessibilidade e mobilidade estão sendo trabalhadas com vistas a proporcionar benefícios ao cidadão fluminense e aos turistas. O projeto recebeu apoio da Comlurb, CET-Rio, RioLuz, Guarda Municipal, Centro Presente. e Superintendência do Centro da Prefeitura, entre outros. No início de novembro, a PM abraçou o projeto, e deu início a um projeto especial de patrulhamento da área compreendida pelos 11 museus e centros culturais que fazem parte do percurso. Mais de 20 policiais do 5º BPM passaram a ficar de prontidão em cinco pontos estratatégicos entre os equipamentos culturais, reforçando o efetivo do Centro Presente e da Guarda Municipal.
Já passaram pelas escadarias e pelo Saguão Getúlio Vargas grupos como Doces Bardos, que apresenta esquetes teatrais inspirados no álbum “Clube da Esquina 2”; integrantes do coro da Escola de Música Villa-Lobos com o espetáculo Bitucanto, em homenagem a Milton Nascimento; o grupo de chorinho Chorando Baixinho; e a Bateria Feminina Fina Batucada, que arrastou os visitantes em um cortejo que sacudiu a Praça XV.
Um dos destaques do projeto é o passaporte que garante gratuidade em todos os museus do Centro Histórico Praça XV. Com o passaporte, os visitantes têm desconto de 45% no Edifício Garagem Menezes Cortes aos fins de semana. Após cada visita, deverão requisitar o carimbo em todas as instituições culturais. Uma vez que todos os espaços estejam visitados, o portador ganhará o direito de vivenciar uma experiência marinheira no Navio-Museu Bauru; no Submarino-Museu Riachuelo; na Nau dos Descobrimentos; o Helicóptero Rei dos Mares e no Carro de Combate Cascavel, atrações no Espaço Cultural da Marinha. E também será contemplado com 50% de desconto no AquaRio.
Serviço:
“Caminhos do Brasil Memória”

Apresentação dos alunos de Canto Lírico da Escola de Música Villa-Lobos

Sábado, 30/11, às 13h

Saguão Getúlio Vargas, Palácio Tiradentes

Rua Primeiro de Março, S/N Centro

Tríades Republicanas: 130 anos da Proclamação da República

De 1889 a 2019, permanece a pergunta: qual é a face da República no Brasil? Em 130 anos a cidade do Rio de Janeiro foi palco de diversas experiências de construção da “imagem” da Res Publica brasileira. Os principais símbolos que nasceram com o 15 de novembro de 1889 eram a base da batalha de legitimidade do novo regime: golpe ou revolução? Futuro ou tradição? Povo bestializado ou um corpo cívico com unidade de “Ordem e Progresso”? No dia 26 de novembro, a Diretoria de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Museu da República e o Templo da Humanidade (Igreja Positivista do Brasil), vai inaugurar a exposição “Tríades Republicanas: 130 anos da Proclamação da República”, onde exibirá, pela primeira vez, simultaneamente, as três primeiras bandeiras do Brasil republicano.
A primeira delas, considerada a “Bandeira Militar”, é, muito provavelmente, a menos conhecida. Dois dias após a proclamação da República, Custódio José de Melo, comandante do cruzador Almirante Barroso, da Marinha Brasileira, que estava no Sri Lanka em uma missão de volta ao mundo, recebeu um telegrama notificando-o dos fatos e com a ordem de substituir na bandeira imperial hasteada na embarcação, a coroa por uma estrela vermelha até receber a bandeira definitiva. O que só veio a acontecer cinco meses mais tarde, em oito de abril de 1890. Já a “Bandeira Liberal”, com listras verde e amarelas, muito semelhante à bandeira dos Estados Unidos, foi hasteada no vapor “Alagoas”, que levou a Família Imperial para o exílio, no dia 17 de novembro. Finalmente, a primeira bandeira da República, ou a “Bandeira Positivista” com o desenho conhecido nos dias de hoje, teria sido confeccionada pelas filhas de Benjamin Constant e oferecida à Escola Superior de Guerra em 1890.
Além das bandeiras serão expostas mais duas tríades: os bustos do artista Décio Villares, representando a tríade cívica positivista: Tiradentes, José Bonifácio e Benjamin Constant; a urna que elegeu o marechal Deodoro da Fonseca na Assembleia Constituinte de 1891, que na verdade era uma papeleira do imperador; a urna de lona usada em meados do século XX e a urna eletrônica dos dias atuais. A compreensão destes símbolos e de seus conteúdos nos impulsiona a construir um olhar sobre os ideais e permite entender quais as ideias de povo, nação e sociedade se encontravam em jogo para os republicanos na virada do século XIX para o XX e de que forma permaneceram ao longo de 130 anos de República. Partindo da concepção das tríades na construção da narrativa republicana a partir do 15 de novembro, a exposição busca se alicerçar exatamente neste ponto: apresentar os tripés de símbolos nacionais, abrangendo a luta pelas suas diversas representações até a suas recepções nos dias atuais.
“Essa exposição representa a evolução e a ressignificação da história da participação política do Brasil, da Proclamação da República ao dias atuais. E marca também o início de um processo que levará à consolidação do Palácio Tiradentes como o equipamento cultural da cidade a partir do ano que vem, com a mudança de endereço da Assembleia, quando se tornará a “Casa da Memória Histórica da Política Brasileira”, afirmou o  diretor de Cultura da ALERJ, Nelson Freitas.
Segundo o deputado André Ceciliano, presidente da ALERJ, “nosso compromisso é promover o acesso da população às principais fontes de conhecimento guardadas na memória nacional que fazem parte dos ideais de construção da nossa democracia. Nesse contexto, o Palácio Tiradentes desempenhou um papel relevante na construção de um Brasil politicamente independente e sustentável”.
Serviço:
Trí­ades Republicanas: 130 anos da Proclamação da República
De 26 de novembro a oito de março de 2020, das 10h às 17h
Local: Salão Nobre do Palácio Tiradentes – Rua Primeiro de Março S/N – Centro