PARCERIA ESTENDE CURSOS DA ESCOLA DO LEGISLATIVO À CÂMARA MUNICIPAL DO RIO

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) assinou um termo de cooperação técnica com a Câmara Municipal do Rio (CMRJ), nesta quarta-feira (30/11), para estabelecer a troca de conhecimentos e experiências entre a Escola do Legislativo do Estado do Rio de Janeiro (ELERJ), vinculada à Alerj, e a Escola do Legislativo Carioca, ligada à CMRJ, visando à formação, aperfeiçoamento e a especialização técnica de pessoal e desenvolvimento institucional. A parceria foi firmada entre os presidentes da Assembleia, deputado André Ceciliano (PT), e da Câmara, Carlo Caiado.

Foto: Octacílio Barbosa

 

PARTICIPANTES DE WORKSHOP DE MADEIRA RECEBEM CERTIFICADO NA ÚLTIMA AULA

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O grupo d0 turno da tarde que participou do   workshop de acabamento em móveis de madeira maciça receberam certificado nesta quarta-feira (30/11). A Oficina-Escola do Palácio Tiradentes promoveu quatro encontros presenciais para apresentar técnicas de conservação sobre diferentes tipos de madeiras.

As aulas foram ministradas pelo professor e restaurador de  imobiliário Cláudio Fernandes Pereira. Foram 30 alunos inscritos em dois turnos, não se limitando apenas aos servidores da  ALERJ.  Vários  profissionais que atuam ativamente na área do restauro em outras instituições públicas  também fizeram o curso.

Foto: Simone Algebaile

ALERJ ENTREGA DIPLOMA HELONEIDA STUDART A ARTISTAS E PRODUTORES CULTURAIS

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Durante o evento, foi distribuída cartilha sobre política cultural e realizadas apresentações de grupos e artistas homenageados

Artistas e produtores culturais do estado foram homenageados pela Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Janeiro (Alerj), na noite de desta terça-feira (29/11), com a entrega do Diploma Heloneida Studart. Foram 45 contemplados pela honraria, instituída em 2009, que reconhece o trabalho de pessoas, empresas, organizações não governamentais e órgãos públicos na promoção da arte no território fluminense.

O prêmio tem um olhar voltado para a cultura que se faz nas periferias. Dentre os escolhidos, 65% realizam suas atividades fora da capital e 30% são da Baixada Fluminense. A cerimônia foi aberta com a apresentação do curta audiovisual ‘O Perdão’, de Ricardo Rodrigues e Vitor Gracciano. Os grupos Batalha do Tanque (São Gonçalo) e Meninos do Batuque (Volta Redonda) deram o ritmo da festa dos agraciados no Plenário. No encerramento, mais percussão com os atabaques do Instituto Afoxé Amó Ifá, reverenciando as tradições afrobrasileiras.

O presidente da comissão, deputado estadual Eliomar Coelho (PSB), que está deixando a carreira política aos 81 anos se emocionou ao receber uma homenagem surpresa de sua equipe. Ele destacou a atuação do mandato e destacou a entrega da cartilha ‘O que é Política Cultural e dicas de como colocar em prática’.

“A publicação foi criada a partir das demandas que identificamos nas dez regiões que visitamos, realizando audiências públicas em cidades-sede para escuta dos agentes culturais. Condensamos o trabalho realizado em dois anos, transformando em argumento especial em linguagem de humor e quadrinhos, onde é possível reconhecer diferentes perfis de fazedores de cultura. Nosso objetivo é ajudar agentes e gestores de cultura”, disse o presidente da comissão, deputado estadual Eliomar Coelho (PSB), lembrando que, nos últimos quatro anos, 130 pessoas e instituições foram homenageadas com o diploma.

Nos discursos, houve espaço também para pedidos de mais apoio à cultura que se faz na periferia. Criador do Ponto Cine, em Guadalupe, na Zona Norte da cidade do Rio, Adailton Medeiros falou sobre a dificuldade que enfrentou com o projeto. “Éa primeira sala digital popular do país e a segunda do mundo; já exibiu mais de 600 filmes para mais de 800 mil pessoas, mas hoje está fechado e teve a energia elétrica cortada. É um projeto premiado, que deslocou o bairro das páginas policiais para as colunas de cultura. Perdemos patrocinadores e não conseguimos o apoio de órgãos de cultura do estado e do município nos últimos anos”, contou.

Vice-presidente da comissão, o deputado Waldeck Carneiro (PSB), citou a importância de reverenciar os produtores de cultura do estado e enalteceu a arte da palhaçaria, representada pela figura de Looongo e Guaxinim, da Cia 2 Banquinhos, que participaram da premiação.

“Desde 2009, a Alerj mantém a tradição de reconhecer, agradecer e homenagear esses fazedores de cultura. É um trabalho feito a muitas mãos”, afirmou.

Também integrante do colegiado, o deputado Carlos Minc (PSB) mandou uma mensagem por vídeo homenageando os condecorados e ressaltou que a efetivação das leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo, a partir de 2023, deverá impulsionar a cultura no Estado do Rio.

Heloneida Studart

Jornalista, teatróloga, defensora dos direitos das mulheres e política brasileira, a cearense Heloneida Studart foi deputada estadual pelo Rio de Janeiro por seis mandatos. Como ativista política, foi perseguida e presa pela ditadura militar, em 1969. Após esse período, Heloneida escreveu três romances: “O pardal é um pássaro azul’, “O estandarte da agonia” (inspirado na vida da amiga Zuzu Angel) e “O torturador em romaria”. Iniciou a vida política no MDB, em 1978, e se filiou ao PT em 1989. Foi presidente da Alerj de 1981 a 1982. Como parlamentar, teve uma importante atuação na luta pela causa feminista, tendo participado da fundação do Centro da Mulher Brasileira e atuado para a criação do Centro Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim). Morreu aos 75 anos em 2007.

Confira abaixo a lista de agraciados com o Diploma Heloneida Studart 2022.

Andrea Quintão – Feira Cultural Meu Black Tem Power (Duque de Caxias)

Associação Musical Amédio Venâncio da Costa (São João da Barra)

Associação de Produtores da Baixada Fluminense

Associação de Produtores de Teatro (APTR)

Batalha do Tanque – roda cultural de rap (São Gonçalo)

Bloco Te Vejo Por Dentro – Bloco da Radiologia (Lapa)

Capitu

Cia dos Banquinhos – arte da palhaçaria

Cia Chirulico – arte da palhaçaria

Cine Gato – Gato Negro Pub (São João de Meriti)

Conselho Municipal de Cultura de Paraty (José Sérgio Barros da Silva – secretário municipal de Cultura de Paraty

Coreto – Coletivo de Blocos

Escola de Música da Associação do Movimento Compositores da Baixada

Em Dança – Escola Municipal de Dança de Macaé

Elaine Rosa – Feira Crespa

Fê Camargo

Festival do Camarão da Ilha do Araújo

Folia de Reis Jornada Estrela Maior

Folia de Reis Nova Estrela do Oriente

Grupo Faz de Conta – teatro infantil

Histórias de Papel (Marcos Palombo – filatelista)

Instituto Afoxé Amó Ifá

Instituto Ensaio Aberto

Instituto OseDúdú – pesquisa, educação, cidadania e empreendedorismo

Instituto Territórios Diversos – biblioteca pública (Nova Sepetiba)

Jackson Lima

Márcio Rufino – ator e poeta, teatro e literatura

Meninos do Batuque (Clarete Braz Patrocínio) – Volta Redonda

Mestre Paulo Kikongo – capoeira

Mila Neves – Palácio das Artes (Morro do Palácio – Niterói)

Observatório Baixada Cultural (OBaC)

Observatório Cultural das Aldeias (OCA)

Paulo Roberto de Jesus (Paulo Sorriso)

Ponto Cine (Adailton Medeiros) – Guadalupe

Projeto Cultural Site Empodera Samba

Rede Baixada Literária

Ricardo Rodrigues – escritor, poeta e cineasta (São João de Meriti)

Rohan Baruck – artista de teatro (São João de Meriti)

Rolé Carioca – passeios históricos e culturais

Ronaldo Henrique Barbosa Junior – escritor (Campos dos Goytacazes)

Su-Gim Produções Artísticas (Volta Redonda)

Tatiana Nahon – bailarina, coreógrafa e pesquisadora de dança (Resende)

Terreiro de Crioulo (Paulo Henrique Mocidade) – roda de samba da Zona Oeste

Turma Encena

Wolnei Rocha – cantor, compositor e membro do Conselho Estadual de Política Cultural (CEPC RJ)

Por Rosayne Macedo

Foto: Octacílio Barbosa

PROGRAMA INCENTIVA LITERATURA DE CORDEL NAS ESCOLAS

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O Estado do Rio pode criar o Programa de Fomento à Literatura de Cordel nas Escolas. É o que prevê o Projeto de Lei 5.094/21, do deputado Marcelo Dino (União) e André Ceciliano (PT), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) aprovou em primeira discussão, nesta terça-feira (29/11). A medida ainda precisa passar por uma segunda discussão em plenário.
O programa vai funcionar nas escolas públicas e privadas com objetivo de contribuir para o conhecimento da cultura popular brasileira, valorizar e promover a literatura popular em verso e conscientizar sobre a importância da cultura regional, promovendo uma educação que respeite a diversidade e a cultura nordestina.
“Importante preservarmos e promovermos a Literatura de Cordel, que já foi muito estigmatizada, devido ao linguajar despreocupado e regionalizado, mas hoje é bem respeitada, tendo, inclusive, uma Academia Brasileira de Literatura de Cordel, sediada no Rio de Janeiro. Entendemos que o Estado do Rio de Janeiro tem as raízes de sua cultura muito influenciada e relacionada à imigração nordestina, sendo a literatura de cordel importante para valorização desta cultura”, argumentaram os autores na justificativa do projeto.

 

Por Comunicação/ALERJ

‘FESTIVAL ARRUMAÇÃO’ REUNIRÁ 14 ARTISTAS NO PALÁCIO TIRADENTES

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*Por Nelson Freitas

O “Festival Arrumação – Um Rio de Arte” reunirá 14 artistas do cenário musical nacional, de diferentes estilos, mais 28 artistas que pertencem às regiões que sediarão o projeto para fazer um registro audiovisual ao vivo, que terá edição e exibição como série de TV. O Festival promove o intercâmbio entre representantes de diversas gerações que preservam as raízes culturais do país com o objetivo de produzir apresentações de música, performances poéticas, dança, tradição popular, notícia boa, tudo por meio de uma prosa tomada de bom-humor e irreverência, com a mediação do menestrel Saulo Laranjeira. O formato se apresenta como um espaço de encontro integrado entre as sonoridades e as linguagens representativas das culturas populares brasileiras que compõem o estado fluminense.

Por aliar entretenimento à produção de conhecimento, o projeto faz uma leitura da diversidade cultural fluminense ao transportar ao palco os diferentes modos de se expressar brasileiro através da arte. O Festival Arrumação – Um Rio de Arte cria um acervo único para estar permanentemente presente na trajetória de vida de artistas, públicos e instituições envolvidas direta e indiretamente na realização do projeto. Os encontros serão exibidos em forma de série na Rede Minas e TV ALERJ.

A estreia será na cidade do Rio de Janeiro, no Palácio Tiradentes, antes sede da ALERJ; hoje um centro cultural – a Casa da Democracia, no dia 1 de dezembro. O protagonismo é do cantor e compositor Hyldon, herdeiro da soul music brasileira, para interpretar algumas das canções de sua autoria que marcam a trajetória de vida da MPB, como “Na Rua, na Chuva, na Fazenda” e “As dores do mundo” e contar algumas histórias inéditas sobre a suas experiências com parceiros como Tim Maia, Raul Seixas e Cassiano, falar de aventuras da turnê que realizou com o Tremendão Erasmo Carlos pela América Latina, nos anos 1970. A outra grande atração da noite é o cantor e compositor Dalto, que, além de interpretar hits que marcaram o imaginário nacional, dentre eles “Muito Estranho”, “Flash Back” e “Cuida bem de mim”, vai contar histórias de sua trajetória de vida e obra artística. As participações especiais ficam com as cantoras e compositoras Mona Villardo e Elisa Queirós e os compositores Roberto Lara e Delsinho Brasileirinho.

Por que “Arrumação” no Rio? O “Festival Arrumação – um Rio de Arte” foi inspirado nas ligações históricas do Rio com Minas. Além de celebrar os 35 anos do “Arrumação”, o festival celebra também 200 anos da Estrada Real do Comércio, que teve o trajeto original inaugurado em 1822, com o Marco Zero na vila de Nossa Senhora da Piedade do Iguassú (atual Nova Iguaçu), subia a serra do Tinguá para chegar até o porto de Ubá, atual distrito de Andrade Pinto, em Vassouras – RJ, às margens do rio Paraíba do Sul, de onde podia seguir até Minas Gerais e Goiás. O objetivo da estrada era fazer a conexão de vários portos com o porto do rio Iguassú, de onde as embarcações rumavam para o porto do Rio de Janeiro.

O Festival Arrumação além de celebrar o bicentenário da Independência, comemora também os 40 anos de carreira de dois de seus protagonistas, os cantores e compositores “Kleiton e Kledir”, que serão as atrações no Teatro Armazém, em São Gonçalo, onde a dupla gaúcha vai interpretar alguns dos seus sucessos e contará histórias de família, carreira e fatos curiosos, ocorridos no difícil início de carreira, quando moraram no Rio, o tambor artístico do Brasil.

Considerando o fato de que a principal característica do “Arrumação” é reunir no mesmo festival estilos diferentes, o festival fecha com a harpista Cristina Braga (cantora, ex-primeira harpista do Theatro Municipal do RJ) no mesmo dia em que se apresenta o instrumentista, cantor e compositor Nico Rezende (arranjador de discos de Gal Costa, Lulu Santos, dentre outros), tudo na cidade de Paulo de Frontin.

A conversa será sempre conduzida pelo ator, apresentador, compositor e cantor mineiro Saulo Laranjeira, que virá de Belo Horizonte, especialmente para conduzir a apresentação do evento. Saulo atuou na novela “Velho Chico”, da TV Globo, em 2016, interpretando o Prefeito Raimundo. Como ator criou personagens como o deputado João Plenário, exibido no programa “A praça é nossa”, do SBT. Saulo Laranjeira foi apresentador do programa de TV “Arrumação” (que batiza o festival), em MG, desde 1987, projeto interrompido com a pandemia. O programa Arrumação divulgou o trabalho de artistas da autêntica cultura brasileira (músicos e contadores de histórias). No cinema, Saulo Laranjeira participou dos filmes “Minas Texas”, do diretor Carlos Alberto Prates Correa, ao lado de Andrea Beltrão e “Amor & Cia”., do diretor Helvécio Raton, junto com Marcos Nanini.
Programação na íntegra da “Caravana” do “Festival Arrumação – Um Rio de Arte”

01/12, quinta-feira, Rio de Janeiro, 19h – O cantor e compositor Hyldon vai abrir o “Festival Arrumação – Um Rio de Arte”, interpretando algumas canções de sua autoria, que marcaram várias gerações: “Na Rua na Chuva e na Fazenda” e “As Dores do Mundo”. O herdeiro da soul music brasileira vai contar histórias sobre a sua convivência com o parceiro Tim Maia e dos festejos que estão sendo preparados para comemorar os 50 anos de sua carreira, em 2023. Em seguida, o cantor e compositor Dalto vai cantar os hits de sua carreira solo como “Muito Estranho” e “Cuida bem de mim” e conversar com o público. Haverá as apresentações dos cantores locais: Delsinho Brasileirinho, Mona Villardo, Roberto Lara e Elisa Queirós. Local: Palácio Tiradentes – A Casa da Democracia, RJ (Rua 1 de Maio, S/N Centro). Haverá a distribuição de senhas uma hora antes do espetáculo. Grátis.

3/12 , sábado, Praça Dr. Joao Nery – Centro – Mendes, RJ, às 19h. O cantor, compositor, violonista Nilson Chaves, nascido no Pará ten mais de uma dezena de discos lançados no Brasil e no exterior. Radicado no Rio desde 1970, onde continuou se dedicando à sua obra a falar da cultura amazônica. Entre os seus sucessos, “Carimbó” e “Segue o barco”. No mesmo palco, se apresentará o cantor e compositor Luis Perequê, considerado o principal interlocutor e representante da tradicional cultura Caiçara da região de Paraty, RJ. O repertório do seu show serão as composições selecionadas dos CDS “Eu, Brasileiro” e “Tô Brincando”, direcionado para crianças e educadores. Perequê captou e traduziu em suas canções a cultura e o modo de viver do povo Caiçara e tem cinco CD gravados sobre esse tema. Participações dos artistas locais: Alexandre Paiva, Onilton, Letícia e Duda Confort. Local: – Praça Dr. João Nery S/N – Centro

05/12, segunda, Nova Iguaçu, 20h – A cantora carioca Fátima Guedes, considerada uma das principais compositoras de sua geração, já gravou 14 CDs. Suas canções foram gravadas e eternizadas por artistas do quilate de: Elis Regina, Ivan Lins, Ney Matogrosso, Maria Bethânia e Simone, dentre outros, resultando em grandes sucessos nacionais. Fátima Guedes estará ao lado da cantora Mirianês Zabot, artista gaúcha, integrante da nova geração da MPB. Mirianês gravou três CDs. Local: Teatro Sylvio Monteiro, Nova Iguaçu, (Rua Getúlio Vargas, 51). O protagonismo da cidade fica com Dudu de Morro Agudo, Fernanda Morais, Marcelo Peregrino e poetiza a Sil.

6/12, terça, Casa de Cultura – Centro de Formação Artística e Cultural da Baixada Fluminense – Rua Machado de Assis – Vilar dos Teles, São João de Meriti – RJ, às 19h. A cantora, compositora e instrumentista Lucina começou a carreira em 1967, quando venceu o Festival Internacional da Canção integrando o Grupo Manifesto. Em 1972, iniciou a trajetória de vida artística e dupla com a compositora, cantora e instrumentista Luli. Quem mais gravou a dupla foi o cantor Ney Matogrosso, que praticamente em todos os discos gravou ao menos uma música de Luli e Lucina. É delas “Bandoleiro”, “Coração Aprisionado”, “Êta Nóis”, “Bugre”, “Me Rói” e “Pedra de Rio”, dentre outras canções. E Luli ainda é parceira de João Ricardo em “Fala” e “O Vira”, grandes sucessos do Secos & Molhados em 1973. A dupla teve canções autorais gravadas também por Frenéticas, Nana Caymmi, Tetê Espíndolla, Joyce, Rolando Boldrin e Wanderléa. E Lucina tem várias canções em parceria com Zélia Duncan, entre elas.

Já Telma Tavares é instrumentista, cantora, compositora singular. Já tocou com grandes nomes da música brasileira, entre eles Beth Carvalho, Jorge Benjor e Alcione; fez show com Pablo Milanês, em Cuba; gravou um disco de sambas de enredo produzido por Roberto Menescal para o mercado japonês. Como atriz e cantora, atuou em espetáculos como “Gonzaguinha na voz de Telma Tavares” e “Romântica saudade”, em homenagem a Aracy Côrtes e Elis Regina, dentre outros musicais.

Em 2002, lançou o seu primeiro disco “Telma Tavares” e em 2012 o disco “Veia mestiça”, com destaque para as participações de Leci Brandão (na faixa “Carioca da gema”) e Alcione (na faixa “Nair Grande”). Seu trabalho autoral é reconhecido pela opinião pública e sobretudo por artistas de estilos e gêneros diferentes, haja visto ter oito canções gravadas pela icônica cantora da música brasileira Alcione.

Dia 13/12, terça, em São Gonçalo, 19h, Kleiton e Kledir, a dupla gaúcha está comemorando 40 anos de carreira e vai participar da conversa musical com Saulo Laranjeira contando histórias sobre carreira, família e também sobre o período que moraram no Rio de Janeiro, nos anos 1970, quando iniciaram a carreira. Keiton e Kledir vão interpretar alguns dos seus muitos sucessos. Participações locais: Igor Alinne Kurvão e Dico. Local: Teatro Armazém (Travessa Rubens Falcão, 346 Parada 40 São Gonçalo.

15/12, quinta – Belford Roxo – 19h. Cantores e compositores Gisa Nogueira e Didu Nogueira, mãe e filho, vão se apresentar no mesmo palco. Gisa Nogueira vai contar histórias de sua parceira com o irmão, o bamba João Nogueira. Gisa é integrante da Ala de Compositores da Portela e vai interpretar algumas de suas composições gravadas por: Clara Nunes (Meu Lema), Beth Carvalho (Clementina de Jesus), além de Elza Soares, dentre outros. Ela dividirá o palco com Didu Nogueira, artista respeitado no circuito do samba carioca e tem boas histórias para contar sobre seus 30 anos de carreira, período em que se apresentou com nomes importantes do samba como: Monarco, Wilson Moreira, Nei Lopes, dentre outros. Participações locais: de Dida Nascimento, Jussara, Seu Mathias.

Local: Casa de Cultura de Belford Roxo (Rua Bob Kenedy, S/N. Nova Piam)

Dia 16/12, sexta-feira – Paulo de Frontin – 18h A harpista Cristina Braga (ex-primeira harpista do Theatro Municipal do RJ, no período de 1993 a 2016, gravou de 17 albuns e participou de shows e gravações de artistas como: Titãs, Nara Leão, Moreira da Silva e Moreira da Silva dentre outros. Em seguida, Nico Rezende (cantor, arranjador, compositor, gravou oito discos e assinou arranjos para CDs de Gal Gosta, Marina Lima, Lulu Santos, dentre outros).

Local: Uaná Etê Jardim Ecológico – Endereço: RJ 121, número 2265, Sacra Família do Tinguá – Engenheiro Paulo de Frontin – RJ)O “Festival Arrumação – Um Rio de Arte” reunirá 14 artistas do cenário musical nacional, de diferentes estilos, mais 28 artistas que pertencem às regiões que sediarão o projeto para fazer um registro audiovisual ao vivo, que terá edição e exibição como série de TV. O Festival promove o intercâmbio entre representantes de diversas gerações que preservam as raízes culturais do país com o objetivo de produzir apresentações de música, performances poéticas, dança, tradição popular, notícia boa, tudo por meio de uma prosa tomada de bom-humor e irreverência, com a mediação do menestrel Saulo Laranjeira. O formato se apresenta como um espaço de encontro integrado entre as sonoridades e as linguagens representativas das culturas populares brasileiras que compõem o estado fluminense.

Por aliar entretenimento à produção de conhecimento, o projeto faz uma leitura da diversidade cultural fluminense ao transportar ao palco os diferentes modos de se expressar brasileiro através da arte. O Festival Arrumação – Um Rio de Arte cria um acervo único para estar permanentemente presente na trajetória de vida de artistas, públicos e instituições envolvidas direta e indiretamente na realização do projeto. Os encontros serão exibidos em forma de série na Rede Minas e TV ALERJ.

A estreia será na cidade do Rio de Janeiro, no Palácio Tiradentes, antes sede da ALERJ; hoje um centro cultural – a Casa da Democracia, no dia 1 de dezembro. O protagonismo é do cantor e compositor Hyldon, herdeiro da soul music brasileira, para interpretar algumas das canções de sua autoria que marcam a trajetória de vida da MPB, como “Na Rua, na Chuva, na Fazenda” e “As dores do mundo” e contar algumas histórias inéditas sobre a suas experiências com parceiros como Tim Maia, Raul Seixas e Cassiano, falar de aventuras da turnê que realizou com o Tremendão Erasmo Carlos pela América Latina, nos anos 1970. A outra grande atração da noite é o cantor e compositor Dalto, que, além de interpretar hits que marcaram o imaginário nacional, dentre eles “Muito Estranho”, “Flash Back” e “Cuida bem de mim”, vai contar histórias de sua trajetória de vida e obra artística. As participações especiais ficam com as cantoras e compositoras Mona Villardo e Elisa Queirós e os compositores Roberto Lara e Delsinho Brasileirinho.

Por que “Arrumação” no Rio? O “Festival Arrumação – um Rio de Arte” foi inspirado nas ligações históricas do Rio com Minas. Além de celebrar os 35 anos do “Arrumação”, o festival celebra também 200 anos da Estrada Real do Comércio, que teve o trajeto original inaugurado em 1822, com o Marco Zero na vila de Nossa Senhora da Piedade do Iguassú (atual Nova Iguaçu), subia a serra do Tinguá para chegar até o porto de Ubá, atual distrito de Andrade Pinto, em Vassouras – RJ, às margens do rio Paraíba do Sul, de onde podia seguir até Minas Gerais e Goiás. O objetivo da estrada era fazer a conexão de vários portos com o porto do rio Iguassú, de onde as embarcações rumavam para o porto do Rio de Janeiro.

O Festival Arrumação além de celebrar o bicentenário da Independência, comemora também os 40 anos de carreira de dois de seus protagonistas, os cantores e compositores “Kleiton e Kledir”, que serão as atrações no Teatro Armazém, em São Gonçalo, onde a dupla gaúcha vai interpretar alguns dos seus sucessos e contará histórias de família, carreira e fatos curiosos, ocorridos no difícil início de carreira, quando moraram no Rio, o tambor artístico do Brasil.

Considerando o fato de que a principal característica do “Arrumação” é reunir no mesmo festival estilos diferentes, o festival fecha com a harpista Cristina Braga (cantora, ex-primeira harpista do Theatro Municipal do RJ) no mesmo dia em que se apresenta o instrumentista, cantor e compositor Nico Rezende (arranjador de discos de Gal Costa, Lulu Santos, dentre outros), tudo na cidade de Paulo de Frontin.

A conversa será sempre conduzida pelo ator, apresentador, compositor e cantor mineiro Saulo Laranjeira, que virá de Belo Horizonte, especialmente para conduzir a apresentação do evento. Saulo atuou na novela “Velho Chico”, da TV Globo, em 2016, interpretando o Prefeito Raimundo. Como ator criou personagens como o deputado João Plenário, exibido no programa “A praça é nossa”, do SBT. Saulo Laranjeira foi apresentador do programa de TV “Arrumação” (que batiza o festival), em MG, desde 1987, projeto interrompido com a pandemia. O programa Arrumação divulgou o trabalho de artistas da autêntica cultura brasileira (músicos e contadores de histórias). No cinema, Saulo Laranjeira participou dos filmes “Minas Texas”, do diretor Carlos Alberto Prates Correa, ao lado de Andrea Beltrão e “Amor & Cia”., do diretor Helvécio Raton, junto com Marcos Nanini.

Programação na íntegra da “Caravana” do “Festival Arrumação – Um Rio de Arte”

01/12, quinta-feira, Rio de Janeiro, 19h – O cantor e compositor Hyldon vai abrir o “Festival Arrumação – Um Rio de Arte”, interpretando algumas canções de sua autoria, que marcaram várias gerações: “Na Rua na Chuva e na Fazenda” e “As Dores do Mundo”. O herdeiro da soul music brasileira vai contar histórias sobre a sua convivência com o parceiro Tim Maia e dos festejos que estão sendo preparados para comemorar os 50 anos de sua carreira, em 2023. Em seguida, o cantor e compositor Dalto vai cantar os hits de sua carreira solo como “Muito Estranho” e “Cuida bem de mim” e conversar com o público. Haverá as apresentações dos cantores locais: Delsinho Brasileirinho, Mona Villardo, Roberto Lara e Elisa Queirós. Local: Palácio Tiradentes – A Casa da Democracia, RJ (Rua 1 de Maio, S/N Centro). Haverá a distribuição de senhas uma hora antes do espetáculo. Grátis.

3/12 , sábado, Praça Dr. Joao Nery – Centro – Mendes, RJ, às 19h. O cantor, compositor, violonista Nilson Chaves, nascido no Pará ten mais de uma dezena de discos lançados no Brasil e no exterior. Radicado no Rio desde 1970, onde continuou se dedicando à sua obra a falar da cultura amazônica. Entre os seus sucessos, “Carimbó” e “Segue o barco”. No mesmo palco, se apresentará o cantor e compositor Luis Perequê, considerado o principal interlocutor e representante da tradicional cultura Caiçara da região de Paraty, RJ. O repertório terá composições selecionadas dos CDS “Eu, Brasileiro” e “Tô Brincando”, direcionado para crianças e educadores. Perequê captou e traduziu, em suas canções, a cultura e o modo de viver do povo Caiçara e tem
canções a cultura e o modo de viver do povo Caiçara e tem cinco CD gravados sobre esse tema. Participações dos artistas locais: Alexandre Paiva, Onilton, Letícia e Duda Confort. Local: – Praça Dr. João Nery S/N – Centro.

05/12, segunda, Nova Iguaçu, 20h – A cantora carioca Fátima Guedes, considerada uma das principais compositoras de sua geração, já gravou 14 CDs. Suas canções foram gravadas e eternizadas por artistas do quilate de: Elis Regina, Ivan Lins, Ney Matogrosso, Maria Bethânia e Simone, dentre outros, resultando em grandes sucessos nacionais. Fátima Guedes estará ao lado da cantora Mirianês Zabot, artista gaúcha, integrante da nova geração da MPB. Mirianês gravou três CDs. Local: Teatro Sylvio Monteiro, Nova Iguaçu, (Rua Getúlio Vargas, 51). O protagonismo da cidade fica com Dudu de Morro Agudo, Fernanda Morais, Marcelo Peregrino e poetiza a Sil.

6/12, terça, Casa de Cultura – Centro de Formação Artística e Cultural da Baixada Fluminense – Rua Machado de Assis – Vilar dos Teles, São João de Meriti – RJ, às 19h. A cantora, compositora e instrumentista Lucina começou a carreira em 1967, quando venceu o Festival Internacional da Canção integrando o Grupo Manifesto. Em 1972, iniciou a trajetória de vida artística e dupla com a compositora, cantora e instrumentista Luli. Quem mais gravou a dupla foi o cantor Ney Matogrosso, que praticamente em todos os discos gravou ao menos uma música de Luli e Lucina. É delas “Bandoleiro”, “Coração Aprisionado”, “Êta Nóis”, “Bugre”, “Me Rói” e “Pedra de Rio”, dentre outras canções. E Luli ainda é parceira de João Ricardo em “Fala” e “O Vira”, grandes sucessos do Secos & Molhados em 1973. A dupla teve canções autorais gravadas também por Frenéticas, Nana Caymmi, Tetê Espíndolla, Joyce, Rolando Boldrin e Wanderléa. E Lucina tem várias canções em parceria com Zélia Duncan, entre elas.

Já Telma Tavares é instrumentista, cantora, compositora singular. Já tocou com grandes nomes da música brasileira, entre eles Beth Carvalho, Jorge Benjor e Alcione; fez show com Pablo Milanês, em Cuba; gravou um disco de sambas de enredo produzido por Roberto Menescal para o mercado japonês. Como atriz e cantora, atuou em espetáculos como “Gonzaguinha na voz de Telma Tavares” e “Romântica saudade”, em homenagem a Aracy Côrtes e Elis Regina, dentre outros musicais.

Em 2002, lançou o seu primeiro disco “Telma Tavares” e em 2012 o disco “Veia mestiça”, com destaque para as participações de Leci Brandão (na faixa “Carioca da gema”) e Alcione (na faixa “Nair Grande”). Seu trabalho autoral é reconhecido pela opinião pública e sobretudo por artistas de estilos e gêneros diferentes, haja visto ter oito canções gravadas pela icônica cantora da música brasileira Alcione.

Dia 13/12, terça, em São Gonçalo, 19h, Kleiton e Kledir, a dupla gaúcha está comemorando 40 anos de carreira e vai participar da conversa musical com Saulo Laranjeira contando histórias sobre carreira, família e também sobre o período que moraram no Rio de Janeiro, nos anos 1970, quando iniciaram a carreira. Keiton e Kledir vão interpretar alguns dos seus muitos sucessos. Participações locais: Igor Alinne Kurvão e Dico. Local: Teatro Armazém (Travessa Rubens Falcão, 346 Parada 40 São Gonçalo.

15/12, quinta – Belford Roxo – 19h. Cantores e compositores Gisa Nogueira e Didu Nogueira, mãe e filho, vão se apresentar no mesmo palco. Gisa Nogueira vai contar histórias de sua parceira com o irmão, o bamba João Nogueira. Gisa é integrante da Ala de Compositores da Portela e vai interpretar algumas de suas composições gravadas por: Clara Nunes (Meu Lema), Beth Carvalho (Clementina de Jesus), além de Elza Soares, dentre outros. Ela dividirá o palco com Didu Nogueira, artista respeitado no circuito do samba carioca e tem boas histórias para contar sobre seus 30 anos de carreira, período em que se apresentou com nomes importantes do samba como: Monarco, Wilson Moreira, Nei Lopes, dentre outros. Participações locais: de Dida Nascimento, Jussara, Seu Mathias.

Local: Casa de Cultura de Belford Roxo (Rua Bob Kenedy, S/N. Nova Piam

Dia 16/12, sexta-feira – Paulo de Frontin – 18h A harpista Cristina Braga (ex-primeira harpista do Theatro Municipal do RJ, no período de 1993 a 2016, gravou de 17 albuns e participou de shows e gravações de artistas como: Titãs, Nara Leão, Moreira da Silva e Moreira da Silva dentre outros. Em seguida, Nico Rezende (cantor, arranjador, compositor, gravou oito discos e assinou arranjos para CDs de Gal Gosta, Marina Lima, Lulu Santos, dentre outros).

Local: Uaná Etê Jardim Ecológico – Endereço: RJ 121, número 2265, Sacra Família do Tinguá – Engenheiro Paulo de Frontin – RJ

 

*Nelson Freitas é subdiretor-geral de Cultura da ALERJ

 

 

FEIRA AGROECOLÓGICA DE TERESÓPOLIS É TOMBADA COMO PATRIMÔNIO CULTURAL

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A tradicional Feira Agroecológica de Teresópolis foi tombada como Patrimônio Cultural do Estado do Rio de Janeiro. A determinação é da Lei 9.903/22, de autoria do deputado Waldeck Carneiro (PSB), que foi sancionada pelo governador Cláudio Castro e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (24/11).

Fica vedada qualquer destruição, descaracterização ou mudança de uso da feira, situada na Rua Tenente Luís Meirelles, s/nº, em Teresópolis. É vedada também a transferência definitiva de suas atividades, exceto mediante concordância expressa da maioria dos produtores para mudança provisória em caso de necessidade em eventuais obras ou motivos de força maior.

Por Comunicação/ALERJ

ALERJ APROVA CRIAÇÃO DE POLÍTICA DE INCENTIVO À MÚSICA RELIGIOSA

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta terça-feira (22/11), o Projeto de Lei 5.466/22, de autoria do deputado Samuel Malafaia (PL), que estabelece diretrizes para a instituição da Política Estadual de Incentivo à Música Religiosa. O objetivo da medida é valorizar e promover o resgate cultural e estimular incentivos no segmento musical religioso. A medida segue para o governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la.
Entre as diretrizes previstas estão a proposição de medidas que visem ao aperfeiçoamento democrático das políticas estaduais de cultura já vigentes; o estímulo à produção, ao registro e à difusão das composições; e a preservação do patrimônio cultural, material e imaterial, destacando o protagonismo das diversas gerações da música religiosa. A norma deverá ser regulamentada pelo Executivo.
“Nossos músicos e compositores passam por um dos momentos mais difíceis em função da pandemia iniciada em 2020 e que persiste até os dias de hoje, é sabido que muitos estados brasileiros têm políticas de incentivo à classe musical. Então é necessário valorizar a memória, promover o resgate cultural e estimular e incentivar esse segmento, valorizando a identidade, a diversidade e o pluralismo cultural desse tipo de música”, afirmou o deputado.

 

Por Leon Lucius e Gustavo Natario

Foto: Octacílio Barbosa

 

SERVIDOR TEM AULA DE MARCHETARIA NA OFICINA-ESCOLA DO PALÁCIO TIRADENTES

20221122_153709O workshop de acabamentos em madeira foi aberto nesta terça-feira (22/11), pelo professor Claudio Pereira Fernandes, na Oficina-Escola de Conservação e Restauro do Palácio Tiradentes.

O encontro acontece na sala 103 do palácio – à Rua Primeiro de Março   s/n , Praca XV – para turmas em dois horários: manhã e tarde.  As aulas consistem em apresentar aos servidores e profissionais da área de conservação diversas  técnicas de acabamentos para tratar peças de madeira maciça.

Entre as técnicas,  os participantes tiveram aula sobre as noções básicas da  marchetaria,  a arte de ornamentar as superfícies planas de móveis, pisos e materiais de decoração.

O workshop será presencial e acontecerá nos dias 23, 29 e 30 de novembro.

 

Foto: Symone Munay

PAULO BETTI E O MONÓLOGO NA ‘CASA DA DEMOCRACIA’

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Por Rosayne Macedo

Considerado um dos mais importantes atores brasileiros, Paulo Betti é o criador, intérprete e diretor de ‘Autobiografia Autorizada’, peça teatral que teve única apresentação no Palácio Tiradentes (17/11). Após mais de uma dezena de shows musicais neste semestre, a antiga sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que está sendo transformada na Casa da Democracia, se consolida como um novo espaço cultural do Centro do Rio.

Foi a primeira vez que Paulo Betti esteve no Palácio Tiradentes e ele se mostrou encantado: “É muito emocionante e uma alegria apresentar nosso espetáculo aqui. E fico feliz em saber que a destinação desse espaço está sendo feita voltada à cultura”, comentou, destacando a importância histórica do prédio, construído há quase 100 anos, e todo o seu mobiliário.

‘Autobiografia Autorizada’ é o primeiro espetáculo do projeto ‘Arte de Inventar a Vida”, produzido pela Fundação de Artes Anita Mantuano do Rio de Janeiro (Funarj), em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), por meio da Subdiretoria de Cultura, que tem Nelson Freitas à frente. “O objetivo é aproximar o público do artista através da linguagem teatral, contribuindo para a formação de plateia”, explicou Freitas.

A peça estreou em 2015 para celebrar os 40 anos de carreira de Paulo Betti e já passou por diversos estados brasileiros, além de Portugal. Este ano, ganhou nova versão para circular por algumas cidades fluminenses. O monólogo já passou por 10 teatros nos municípios do Rio, São Gonçalo, Petrópolis e Nova Iguaçu. A próxima apresentação será no Teatro Laura Alvim, em Ipanema.

É a primeira vez que o monólogo ganha uma temporada popular. Após cada apresentação, Paulo Betti ainda se aproxima do público para sessão de fotos e interage para trocar ideias sobre cultura e educação, dar dicas e responder às perguntas. Para o ator, a proposta desse projeto é retribuir à sociedade tudo o que recebeu. “Minha fixação pela memória da infância e adolescência, passada num ambiente inóspito e ao mesmo tempo poético, talvez mereça ser compartilhada no intuito de provocar emoção, riso, entretenimento e entendimento”, resume o ator.

Escrita por Betti, a partir de registros captados por ele ao longo da vida, documentos e imagens do modesto álbum da família, ‘Autobiografia Autorizada’ conta, com bom humor e muito afeto, a história da vida do ator, desde sua infância na pequena Rafard, até mudar-se para Sorocaba. Entre idas e vindas do pai a sanatórios, Paulo cresceu e pôde estudar, graças à patroa de sua mãe, que o matriculou numa creche da cidade. Bem diferente da maioria dos seis irmãos que sobreviveram – Adelaide perdeu 8 filhos de gestações anteriores.

Aliás, o hábito de escrever e registrar suas memórias – muitas além do seu testemunho eram obtidas a partir da oralidade dos irmãos, da mãe e de outros familiares – foi a chave para produzir o espetáculo com riqueza de detalhes, todos reais, imprimidos no espetáculo impressionou a plateia que, ao final, conversou com o ator para entender o seu processo de criação da obra. Betti fala e exibe os registros feitos em folhas de anotações, como o passaporte do pai, de 1887, que ele herdou e o ajudou a garantir mais tarde a cidadania italiana.

A peça também mostra diversos momentos importantes da História do país, a começar pela própria formação do povo brasileiro, influenciada pelos imigrantes. Paulo Betti é descendente de italianos que vieram a bordo de um mesmo fugidos da miséria na Itália e seduzidos pelo sonho de riqueza num país diverso e próspero, mas não conseguiram enriquecer. Ao contrário, viveram de forma humilde num antigo quilombo, em uma região habitada por muitas famílias.

A forte influência do rádio na vida dos brasileiros também é registrada em um trecho do espetáculo, em que Betti narra jogos da Seleção Brasileira, com Pelé, Garrincha e outros astros do futebol, da mesma forma como eram narrados nas emissoras. Sua paixão pelo rádio surgiu enquanto aprendia com a mãe a passar roupas no ferro a brasa.

A comida feita no fogão a lenha, os passeios na bicicleta de segunda mão, as estripulias de menino pelas ruas são outras reminiscências. Também ganham ares de nostalgia o primeiro banho de mar, aos 18 anos; o gosto pela música, do gospel ao samba, influenciado pelos vizinhos negros que tocavam instrumentos de sopro, entre muitas outras peculiaridades.

Reconhecido e premiado como um dos mais versáteis atores brasileiros, Paulo Betti já fez mais de 40 peças teatrais (12 delas como diretor), dezenas de novelas, filmes e séries brasileiras. Mas tinha o sonho de protagonizar um monólogo. Chegou a cogitar contar a história de outro ator, mas sua consciência de classe não permitiu. “Não podia falar de alguém de classe média que tinha uma empregada. Minha mãe foi uma empregada doméstica”, disse. E mudou de ideia, resolvendo falar sobre sua própria vida, a partir de seus escritos.

“Mas eu tinha a preocupação de não parecer um projeto ególatra e ninguém querer assistir”, destacou, com simplicidade. Provocado pelo público, o ator revelou que pensa escrever uma segunda parte do espetáculo, contando mais experiências vividas na adolescência e juventude. Como a vida estudantil num dos melhores colégios públicos da cidade, o início da carreira no teatro amador, onde ganhou prêmios e se notabilizou na região, entre outras histórias.

* Rosayne Macedo é jornalista da Comunição/ALERJ

PAULO BETTI COMOVE O PÚBLICO NA CASA DA DEMOCRACIA

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O ator Paulo Betti se apresentou na noite desta quinta-feira (17/11), com o monólogo “Autobiografia Autorizada” no palco do Plenário Barbosa Lima Sobrinho no Palácio Tiradentes, a futura “Casa da Democracia”. O desempenho do artista durante a peça deixou a plateia emocionada.

A peça faz parte do projeto “A Arte de Inventar a Vida”, uma iniciativa  da Subdiretoria-Geral de Cultura  da ALERJ e Fundação Anita Mantuano (FUNARJ). A obra é uma narrativa da história do ator desde da época da sua infância e adolescência em Sorocaba, cidade do interior de São Paulo.

O veterano da teledramaturgia brasileira explicou que espetáculo é uma homenagem aos seus antepassados, assim provocando o desejo de cada indivíduo contar a sua história. “O monólogo foi pensado para fazer uma homenagem aos meus antepassados, dessa forma eu consigo provocar as pessoas a contarem suas histórias”.

Misturando comédia, drama e poesia, Betti mostrou sua grandiosidade como ator em uma montagem que já possui seis anos sendo rodada em diferentes lugares, passando até por Portugal, local onde percorreu quinze cidades.

 

Por André  Arruda

Foto: Octacílio Barbosa