SÁTIRA DE DANTE FICA ATÉ JANEIRO NO PALÁCIO TIRADENTES

 

Esboço de Silvano Bianchi simboliza ameaça à cultura, ciência e pensamento
SÁTIRA DE DANTE FICA ATÉ JANEIRO NO PALÁCIO TIRADENTES

Histórico palácio ex-sede da Alerj recebe exposição com obras de artistas contemporâneos que promovem releitura de “A Divina Comédia”.

Com um projeto arquitetônico greco-romano, o imponente Palácio Tiradentes, coladinho à Igreja São José, na rua Primeiro de Março, torna-se um novo marco cultural da cidade do Rio de Janeiro. Até o dia 15 de janeiro de 2022, estará em exposição, no salão nobre da casa, que já abrigou a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), “Dante…Vale”- a Divina Comédia na sátira dos mestres do Carnaval de Viareggio”.

São obras de artistas contemporâneos italianos que fazem uma retrospectiva de vários momentos da história recente da política daquele país a partir da obra “A Divina Comédia” do mestre Dante Alighieri.

Curioso dizer que as obras expostas de artistas contemporâneos italianos retratam, de maneira irônica e com certo sarcasmo, a situação da política italiana dos anos 70: no inferno, o proletariado; no purgatório, a burguesia; no paraíso, os governantes.

Tal lá como cá em Terra Brasílis, a crítica não perdoa aqueles que estão no poder e vacilam. As obras levam à tona a narrativa dos vícios humanos de personagens da política; a expiação da culpa e a perda da esperança; o drama da vida dos migrantes.

Por outro lado, enaltece o amor em diversas facetas a partir do famoso verso de Dante Alighieri “L’amour che move il sole e l’altre stelle”, ou seja, o amor que move o sol e outas estrelas.

Todas os 17 esboços originais, reproduzidos e gravados no Brasil em ‘Canvas’, foram feitos a partir de carros alegóricos que desfilaram em diferentes edições do Carnaval de Viareggio, festa popular com 148 anos de tradição realizada na cidade da região da Toscana.

Palácio Tiradentes abre as portas para a cultura

 

O subdiretor-geral de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), Nelson Freitas, pretende reverberar para a sociedade carioca de que o Palácio Tiradentes é um ‘Museu Vivo’ da memória política do país.

Estudioso em História e Música, ele conta que a origem deste palácio é datada de 1640, quando abrigou a Casa da Câmara e a Cadeia Velha. “Somente em 1926, é que foi inaugurado para dirigir a Câmara Federal, posto que Rio de Janeiro era capital do país”, lembra.

Para Freitas, receber uma exposição desta magnitude só reforça a relevância cultural do Palácio Tiradentes. “É um dos lugares com grande acúmulo de vivência e experiência para a construção da política e da democracia da nação brasileira”, declara.

Destaca, ainda, que quem for visitar a exposição concorrerá a uma tela que será sorteada ao fim da exposição.

Nelson Freitas adianta que, a partir de 2022, ano que marca os 100 anos da colocação da pedra fundamental do Palácio Tiradentes, o salão nobre abrigará a exposição sobre a memória histórica do Bloco Cordão do Bola Preta, além de outros projetos, como os espetáculos musicais “Sons da Inconfidência” e “Sons da República”.

Serviço

Exposição Dante e a Divina Comédia na sátira doso Mestres do Carnaval de Viareggio

De segunda a sábado, das 10h às 17h. Até 15/01/2022.

Salão Nobre do Palácio Tiradentes

Rua Primeiro de Março, sem número, Praça XV

 

Por Paula Pires

PRÊMIO PAULO FREIRE: AS INSCRIÇÕES VÃO ATÉ 19 DE NOVEMBRO

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PRÊMIO PAULO FREIRE: INSCRIÇÕES VÃO ATÉ 19 DE NOVEMBRO

 

As inscrições do Prêmio Paulo Freire, promovido pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), poderão ser realizadas até o dia 19 de novembro. O edital da segunda edição do concurso – que destaca a atuação de profissionais de educação de escolas e universidades das redes públicas e privadas que promovem ações inovadoras na educação – foi publicado no Diário Oficial do Legislativo, no dia 03/11. Clique aqui para acessar o formulário de inscrição.

A premiação, que é realizado pela Casa desde 2018, será entregue pela Comissão de Educação no dia 13 de dezembro. Pelas regras do edital, a escolha dos agraciados ficará a cargo de uma banca de avaliação que será instituída por nove integrantes: três indicados pela comissão; um indicado pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe); um pela União de Professores Públicos no Estado do Rio de Janeiro (UPPES), um representante do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN); um indicado pela União Estadual dos Estudantes Secundaristas (UEES); um pela Associação dos Estudantes Secundaristas do Estado do Rio de Janeiro (AERJ) e um indicado pela União Nacional de Estudantes (UNE).

A homenagem vai contemplar onze áreas de atuação: projeto político-pedagógico; experiência com alunos do Ensino Fundamental; Educação Especial; Educação de Jovens e Adultos; Ensino Médio, Técnico ou Profissionalizante; do Ensino Superior; do Ensino à Distância; de experiência pedagógica na área de Ciência e Tecnologia; na área da Educação Popular e da Educação do Campo.

O prêmio homenageia um dos maiores educadores do país, Paulo Freire, criador da “Pedagogia da Libertação”, referência mundial da área pedagógica e atual patrono da educação brasileira. “Estamos retomando a organização do Prêmio Paulo Freire na Alerj, neste ano, de forma emblemática. Sob o signo do centenário do nosso grande educador, vamos reconhecer e valorizar as iniciativas daqueles e daquelas que enfrentaram os impactos da pandemia na educação e, mesmo no contexto das grandes desigualdades estruturais e educacionais, promoveram interações pedagógicas potentes entre estudantes e as instituições de ensino”, destaca o presidente da comissão, deputado Flávio Serafini (PSol).

Por Comunicação/Alerj

XII RIO WINDS FESTIVAL CHEGA AO MUSEU DA JUSTIÇA

 

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XII RIO WINDS FESTIVAL CHEGA AO MUSEU DA JUSTIÇA

 

A partir desta sexta-feira (05/11), o Museu da Justiça abrigará o XII Rio Winds Festival, em parceria com o projeto Música no Museu. Na programação, músicos nacionais e internacionais farão apresentações focadas em instrumentos de sopro, com um repertório que vai do erudito até o popular.

O Museu da Justiça é um dos integrante do Projeto Caminhos do Brasil-Memória, coordenado pela Subdiretoria-Geral de Cultura da ALERJ, e que vem estabelecer um olhar sobre os diferentes períodos históricos e equipamentos culturais da região da Praça XV, no Centro, a exemplo do Palácio Tiradentes.

Além do Museu da Justiça 10 instituições se juntaram ao programa: o Paço Imperial, Museu Naval, Museu da Justiça, Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), Centro Cultural Correios (CCC), Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Casa França-Brasil, Igreja Santa Cruz dos Militares,  Museu Histórico Nacional (MHN) e o  Museu da Imagem e do Som (MIS).

Para saber a programação do festival, acesse o portal do Museu da Justiça: ccmj.tjrj.jus.br.

Por Symone Munay

 

ABL ELEGE A ATRIZ FERNANDA MONTENEGRO A NOVA ‘IMORTAL’

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A Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu, nesta quinta-feira (05/11), a nova ocupante da Cadeira 17, na sucessão do acadêmico e diplomata Affonso Arinos de Mello Franco, falecido no dia 15 de março de 2020.

A vencedora e atriz Fernanda Montenegro,  recebeu 32 votos. Os ocupantes anteriores da cadeira 17 foram: Sílvio Romero (fundador) – que escolheu como patrono Hipólito da Costa –  Osório Duque-Estrada, Roquette-Pinto, Álvaro Lins e Antonio Houaiss.

Segundo o estatuto da ABL, para alguém candidatar-se a uma cadeia é preciso ser brasileiro nato e ter publicado, em qualquer gênero da literatura, obras de reconhecido mérito ou, fora desses gêneros, livros de valor literário. Seguindo o modelo da Academia Francesa, a ABL é constituída por 40 membros efetivos e perpétuos. Além disso, existem mais 20 membros correspondentes estrangeiros.

Os imortais da ABL são escolhidos mediante eleição por processo de votação secreto. Quando um acadêmico morre, a cadeira é declarada vaga na ‘Sessão de Saudade’, e a partir de então os interessados dispõem de 2 meses para se candidatarem, através de carta enviada ao presidente da Academia, atualmente Marcos Lucchese. A eleição transcorre 60 dias após a declaração da vaga.

Sobre a mais nova acadêmica

Arlette Pinheiro Monteiro Torre, que nasceu no bairro do Campinho, na zona Oeste do Rio, completou 92 anos de idade no dia 16 de outubro. Não demorou muito para receber o nome artístico de Fernanda Montenegro, que subiu no palco, pela primeira vez, aos oito anos de idade para participar de uma peça na igreja. No entanto, a estreia oficial no teatro ocorreu em aos 21 anos de idade, ao lado do marido Fernando Torres, no espetáculo “3.200 Metros de Altitude”, de Julian Luchaire.

Na TV Tupi, participou, por dois anos, de cerca de 80 peças, exibidas nos programas Retrospectiva do Teatro Universal e Retrospectiva do Teatro Brasileiro. Ganhou o prêmio de Atriz Revelação da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, em 1952, no ano seguinte d a sua estreia profissional, por seu trabalho em “Está Lá Fora um Inspetor”, de J.B. Priestley, e “Loucuras do Imperador”, de Paulo Magalhães.

Mudou-se para São Paulo em 1954, onde fez parte da Companhia Maria Della Costa e do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Com o marido, formou sua própria companhia, o Teatro dos Sete – acompanhada também de Sergio Britto, Ítalo Rossi, Gianni Ratto, Luciana Petruccelli e Alfredo Souto de Almeida. A estreia da Companhia fez sucesso: “O Mambembe” (1959), de Artur Azevedo, atraiu centenas de espectadores ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Em 1963, estreou na TV Rio, com as novelas “Amor Não é Amor” e “A Morta sem Espelho”, ambas de Nelson Rodrigues. Na recém-criada TV Globo, nesse período, fez participação na série de teleteatro “4 no Teatro” (1965), dirigida por Sérgio Britto. Em 1967 também integrou o elenco da TV Excelsior: interpretou a personagem Lisa, em “Redenção”, de Raimundo Lopes.

Ao longo da carreira, a atriz participou também de minisséries como “Riacho Doce” (1990), Incidente em Antares (1994), “O Auto da Compadecida” (1999) e “Hoje é Dia de Maria” (2005). No caso da minissérie baseada na obra do Acadêmico Ariano Suassuna, Fernanda Montenegro viveu a própria Compadecida.

Fernanda foi a primeira latino-americana e a única brasileira indicada ao Oscar de Melhor Atriz por seu trabalho em Central do Brasil (1998), um filme de Walter Salles.

Em 1999, a atriz foi condecorada com a maior comenda que um brasileiro pode receber da Presidência da República, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito “pelo reconhecimento ao destacado trabalho nas artes cênicas brasileiras”. Na época, uma exposição realizada no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, comemorou os 50 anos de carreira da atriz. Em 2004, aos 75 anos, recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Tribeca, em Nova York, por sua atuação em “O Outro Lado da Rua”, de Marcos Bernstein.

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Fernanda em Central do Brasil (1998) com o ator Vinicius de Oliveira/Divulgação

 

Por Symone Munay

Foto: Reprodução/TV Globo

Exposição “Pixinguinha eterno, carinhoso mestre” poderá ser vista no MIS

PIXINGUINHA Pixinguinha se apresenta no II Festival da Velha Guardamaio de 1955 (2)

O público carioca e fluminense terá a oportunidade de visitar, no Museu da Imagem e do Som (MIS) da Lapa, a partir de 05 de novembro, a “Exposição Pixinguinha eterno, carinhoso mestre” e de conhecer um pouco mais sobre esse gênio da música brasileira chamado Alfredo da Rocha Vianna Filho, mais conhecido como Pixinguinha.

A exposição será um convite para mergulhar no universo artístico e pessoal do excepcional compositor, instrumentista, maestro e arranjador, através de itens variados como fotografias, documentos pessoais entre certidões de nascimento e batismo, entre outras publicações biográficas. Na exposição o visitante poderá ouvir o depoimento de Pixinguinha, seus sucessos,  e o Programa Frequência MIS, episódio dedicado ao músico que foi ao ar na Web Rádio MIS RJ.

O MIS é um dos 11 integrante do Projeto Caminhos do Brasil-Memória, coordenado pela Subdiretoria-Geral de Cultura da ALERJ, que vem estabelecer um olhar sobre os diferentes períodos históricos e equipamentos culturais da região da Praça XV, no Centro, a exemplo do Palácio Tiradentes.

Além do MIS mais 10 instituições se juntaram ao programa: o Paço Imperial, Museu Naval, Museu da Justiça, Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), Centro Cultural Correios (CCC), Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Casa França-Brasil, Igreja Santa Cruz dos Militares,  Museu Histórico Nacional (MHN) e o  Centro Cultural da Justiça Eleitoral (CCJE).

Serviço:

O que: “Exposição Pixinguinha eterno, carinhoso mestre”

Onde:  MIS Lapa – Rua Visconde de Maranguape n° 15, Lapa.

Quando: De 5 de novembro a 30 de dezembro de 2021. De terça a sexta, das 11 às 17h.

Entrada Gratuita

 

Por Symone Munay

Foto: Acervo MIS

 

 

 

 

PALÁCIO TIRADENTES AZUL NA CAMPANHA CONTRA CÂNCER DE PROSTATA

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A antiga sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) tem a fachada iluminada em azul para lembrar os homens com mais de 50 anos da importância da prevenção contra câncer de próstata e a necessidade de realizar exames.

A doença é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas. No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

 

Por Symone Munay

Foto: Rafael Wallace

MORRE NO RIO O PIANISTA NELSON FREIRE

Nelson-Freire- Reproducao-Youtube

 

Neste domingo, 01 de julho de 2021, nossa Cultura perdeu o pianista Nelson Freire, aos 77 anos. Considerado um dos maiores pianistas do mundo, morreu em sua casa no Joá, na Barra da Tijuca,  em decorrência de uma queda.

O corpo do pianista foi velado na terça-feira (2), onde os músicos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro prestaram homenagem com uma apresentação.

Mineiro, Nelson Freire começou a mostrar seu talento como músico aos três anos de idade. E com apenas cinco anos, apresentou seu primeiro recital de música no Teatro Municipal de São João Del Rei. Aos 12 anos, se mudou com a família para o Rio de Janeiro, se aprimorou bastante e ficou em nono lugar no Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro, interpretando Beethoven.

O pianista se apresentou em mais de 70 países e apareceu como solista com as orquestras mais prestigiadas do mundo, incluindo a Orquestra Filarmônica de Berlim, a Orquestra Filarmônica de São Petersburgo, a Orquestra Real do Concertgebouw, a Orquestra Sinfônica de Londres, a Orquestra de Paris, a Orquestra Nacional da França, a Orquestra Filarmônica de Nova York, a Orquestra de Cleveland e Orquestra Sinfônica de Montreal, entre várias outras.

Entre outros méritos, Freire também ganhou o Grammy Latino com o álbum Brasileiro, com obras de compositores como Alexandre Levy, Villa-Lobos, Lorenzo Fernandez, Henrique Oswald, Claudio Santoro, entre outros. Sua trajetória foi tão marcante e interessante que virou um documentário pelo cineasta João Moreira Salles.

A última apresentação que Nelson Freire fez no Theatro Municipal foi em dezembro de 2018.

Foto: Reprodução Youtube

CASA DA DEMOCRACIA: Palácio Tiradentes passa por “faxina”…

 

 

 

FACHADA thiagolontra.com (12 de 19)

Além da retirada de divisórias e fios, já foram catalogados 705 móveis históricos de prédio que foi sede Câmara dos Deputados e da Alerj

Primeiro prédio a ser construído especificamente para ser sede de uma Casa Legislativa brasileira, depois de mais de nove décadas o Palácio Tiradentes está prestes a ser oficialmente promovido a Casa …

Leia mais : https://vejario.abril.com.br/cidade/museu-democracia-palacio-tiradentes-alerj/

 

Foto: Thiago Lontra

 

 

 

DETALHES DE UM PALÁCIO: A pioneira do plenário

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Primeira deputada no plenário da Assembleia Constituinte – Palácio Tiradentes,1934

Na manhã de 10 de novembro de 1934, no plenário do Palácio Tiradentes, sob a presidência do ministro Hermenegildo de Barros, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, iniciava a entrega dos diplomas dos 254 deputados constituintes eleitos.

Entre eles uma única mulher,  Carlota Pereira de Queiroz. A  médica paulista, então com 42 anos de idade, entrava para a história política do país como a primeira deputada federal eleita na legenda da Chapa Única por São Paulo. “Representante feminina, única nesta Assembleia, sou, como todos que aqui se encontram, uma brasileira integrada no destino do seu país e identificada para sempre com os seus problemas”, disse em seu primeiro discurso na Casa legislativa, onde integrou a Comissão de Saúde e Educação. Porém, sua fala na cerimônia de posse foi marcada pela preocupação com as diferenças. “Um povo que se divide em duas categorias de indivíduos, de um lado os homens e de outro as mulheres, será sempre um povo fraco”, disse.

Carlota havia participado ativamente da Revolução Constitucionalista, movimento de contestação à Revolução de 1930, ocorrido em São Paulo em 1932, onde esteve à frente de 700 mulheres na assistência aos feridos.

Por Symone Munay

Foto: Arquivo/Câmara dos Deputados