Escadaria do Palácio Tiradentes vira palco para espetáculo teatral

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A encenação teatral marca os 139 anos da morte do principal líder abolicionista brasileiro.

O público que passou pela escadaria do Palácio Tiradentes no início da noite desta terça-feira (24/08) pôde acompanhar a apresentação da peça teatral “Luiz Gama, uma voz pela liberdade”. A encenação dos atores Deo Garcez e Soraia Arnoni marca os 139 anos da morte do principal líder abolicionista brasileiro e também da luta antirracista no país – a data faz parte do calendário oficial do Rio de Janeiro. A iniciativa foi pensada e organizada pela Subdiretoria-geral de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da deputada Renata Souza (PSOL).

“O espetáculo gera encantamento pelo seu formato diferente, que não apenas recupera a importância histórica de um dos maiores heróis de nosso país, como leva o público a uma reflexão sobre a discriminação racial no Brasil em plena contemporaneidade”, disse o subdiretor-geral de Cultura da Alerj, Nelson Freitas.

Para a deputada Renata Souza, é uma missão contar a história do abolicionista. “Poder assistir a uma peça tão linda como essa e aqui no Palácio Tiradentes é transpor barreiras”, comentou. “Através de uma lei de nossa autoria é que foi possível apresentar, com orgulho, esta peça com um elenco majoritariamente negro”, completou a parlamentar, referindo-se ao projeto de lei aprovado pela Alerj que inclui no calendário o 24/08 como o Dia do Patrono da Abolição da Escravidão no Brasil.

De acordo com Deo Garcez, que interpreta Luiz Gama, é fundamental que resgatemos parte da história que não foi contada “E, hoje, está sendo possível homenagear Luiz Gama exatamente na escadaria do Palácio Tiradentes, palco de manifestações sociais e políticas. Para mim e para a equipe do espetáculo é gratificante e um prazer imenso mostrar esse herói e sua história num espaço tão simbólico como esse”, disse o ator.

A fala do artista foi endossada pela atriz Soraia Arnoni, que dá vida a diversos personagens que fizeram parte da história de Luiz Gama. “É de suma importância celebrar a trajetória de Luiz Gama, saber que nossos passos vêm de longe e que estamos dando sequência ao legado desse homem. Fazer essa apresentação na escadaria do Palácio Tiradentes traz para todos a real dimensão do que estamos vivendo. Poder realizar isso de forma gratuita, deixa muito claro que cultura é para todos. É imprescindível que o poder público dê apoio à cultura e que nós, artistas, tenhamos claro que o nosso papel na sociedade é abrir diálogo e reflexão”, lembrou.

O diretor do espetáculo, Ricardo Torres, lembra que ao montar a peça teve a preocupação de que fosse algo simples, para que pudesse atingir todas as pessoas. “Conseguimos juntar dois grandes heróis: Luiz Gama e Tiradentes. Tomara que nosso trabalho tenha chegado aos corações”, ressaltou, destacando a importância do espetáculo que contou com a parceria da Olhos D’Água Produções.

Alunos do curso pré-vestibular do Núcleo Independente e Comunitário de Aprendizagem do Jacarezinho, o Nica, marcaram presença. Para Jean Mauriele, o espetáculo ter sido aberto ao público foi importante para que todos tenham acesso à história: “A iniciativa foi ótima. Já ouvi falar do Luiz Gama e tive a oportunidade de conhecer mais sobre ele”. Catarine Alves aproveitou a atividade para ver o espetáculo com amigos. “Eu acho muito importante ter essa oportunidade porque, se não fosse gratuito, eu acho que não teríamos a chance de estar aqui e aprender mais”, comentou a estudante.

Voltando para a casa após um dia longo de trabalho, o advogado Ricardo Meira ficou curioso com a movimentação em frente ao palácio e parou para conferir a encenação. “Estava passando e quis parar para assistir. Valeu a pena atrasar um pouco minha volta pra casa e conhecer a história do Luiz Gama, que eu não conhecia. A arte revigora a gente”, disse.

O patrono da abolição

Jornalista, poeta e escritor, Luiz Gama, filho de Luiza Mahin e de um fidalgo de origem portuguesa, foi feito escravo aos 10 anos pelo pai para ser vendido e saldar uma dívida de jogo. Ele permaneceu analfabeto até os 17 anos, mas mudou seu destino aprendendo a ler e escrever frequentando como ouvinte as aulas da faculdade de Direito. Como advogado, mesmo sem ter o diploma, atuou em defesa dos negros, libertando mais de 500 escravos. Aos 29 anos, já era um autor consagrado e considerado o maior abolicionista do Brasil. Seu nome, hoje, consta no Livro de Aço dos grandes heróis nacionais guardado no Panteão da Pátria.

Por Carol Silva

Foto: Thiago Lontra

Alerj vai analisar lista de imóveis à venda apresentada pelo Governo federal

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A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) propôs a criação de uma comissão para estudar a lista de imóveis que estão disponíveis para venda no leilão. A decisão foi anunciada após reunião realizada nesta quarta-feira (18/08), no Palácio Tiradentes, com o presidente da Casa, deputado André Ceciliano (PT), o governador Claudio Castro e representações acadêmicas e institutos ligados à arquitetura, engenharia e à arte.

“Propus criarmos uma comissão para estudar essas medidas e irmos até Brasília dialogar. O Palácio Capanema é um símbolo para o Brasil e para o mundo, mas além dele precisamos defender os outros patrimônios que são relevantes culturalmente como a Central do Brasil e o anexo da Biblioteca Nacional”, afirmou.  “O nosso papel é abrir esse debate, e assim nós faremos”, complementou o governador Claudio Castro.

Antes mesmo dessa sinalização da União em desistir da venda do Capanema, a ALERJ e o Governo do Estado já tinham se mostrado empenhados em firmar parceria e comprar o imóvel. “Se tivéssemos que usar os recursos que vão para o Tesouro Nacional para realizar essa compra, assim o faríamos. No fim de semana, assim que saíram às notícias, o governador prontamente mostrou parceria com a Assembleia nesse pleito”, pontuou Ceciliano.

Segundo o governador Castro, a Secretaria Estadual da Casa Civil já fez uma primeira conversa com o Governo federal sobre o tema. “Vou estar em Brasília nesta quinta-feira e vamos abrir mais um debate sobre o tema. Tenho uma posição pessoal de que há que se ter equilíbrio. Temos que preservar o que precisa ser preservado, mas também precisamos dar destinação econômica e social para muitos prédios”, argumentou Castro.

Projeto de Lei pede tombamento

Desde a divulgação da venda do histórico prédio, a ALERJ tem se mobilizado com ações contrárias à sua alienação. Ceciliano apresentou o projeto de lei 4.640/21, que determina o tombamento do Capanema por interesse histórico e cultural do estado do Rio. Nacionalmente, o prédio já é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), mas segundo Ceciliano, que assina o texto com o deputado Luiz Paulo (Cidadania), apresentar essa proposta é marcar posição em defesa do patrimônio nacional. “Essa é mais uma mobilização para que a gente lute por esse prédio”, afirmou o presidente da Casa.

Os deputados estaduais também protocolaram, na terça-feira (17/08), pedido de moção de repúdio à venda do prédio, e as Comissões de Cultura da Alerj e da Câmara Municipal uniram forças e entraram com representação no Ministério Público Federal, a ser enviada ao procurador regional da República do Rio de Janeiro, pedindo investigação sobre a tentativa de venda do histórico prédio.

“A Alerj está atenta. Nós vamos estar sempre presentes, lutando contra essas medidas. Reconhecemos a importância do edifício Capanema”, reforçou o presidente da Comissão de Cultura da Casa, deputado Eliomar Coelho (PSol). A representação é assinada também pelo vereador Reimont (PT), presidente da Comissão de Cultura da Câmara, pelos deputados Dani Monteiro (PSOL), Luiz Paulo (Cidadania), Carlos Minc (PSB), Waldeck Carneiro (PT), Chico Machado (PSD) e Chiquinho da Mangueira; e pelos vereadores Tarcísio Motta (PSOL) e Felipe Bezerra (Patriota).

Presente à reunião, a secretária estadual de Cultura, Danielle Barros, destacou que o encontro foi muito assertivo e que é do interesse da secretaria que o equipamento se mantenha no âmbito Federal. “Reconhecemos parte da nossa memória estampada nos patrimônios preservados. Temos interesse que esse bem permaneça sendo Federal, já que é um bem nacional. Mas ele precisa ser cuidado”, argumentou.

Para o representante do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), Marcos Carneiro, vender o Capanema é similar à Itália vender o Coliseu. “Observamos que há a intenção de esvaziar equipamentos culturais do nosso estado, mas não vamos permitir isso. As instituições não vão aceitar, e estamos muito felizes com o posicionamento de vossas excelências ao impedir essa sandice”, frisou. Presente ao evento, o musicólogo Ricardo Cravo Albin aplaudiu a união dos poderes em torno desta questão. “Estou aqui para declarar o meu entusiasmo com essa reunião. Não é comum que os poderes se manifestem tão prontamente em relação às necessidades que surgem de repente na cultura, como essa ideia da venda do Capanema. A presença do governador também precisa ser notada. São poucas as vezes que os governadores estão presentes em reuniões da cultura”, acrescentou.

Também acompanharam a reunião representantes de entidades como o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), do Clube de Engenharia, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU-RJ), do Conselho de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), do Instituto Internacional de Arquitetos Paisagistas (IFLA), e do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), além dos sindicatos dos Engenheiros e dos Arquitetos, do Movimento Ocupa MinC, do presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), Claudio Elias da Silva, e da vereadora do Rio de Janeiro Tainá de Paula (PT).

O Palácio Capanema

O Palácio Capanema, inaugurado em 1947, é considerado um marco no estabelecimento da Arquitetura Moderna Brasileira. É conhecido também por Edifício Gustavo Capanema em homenagem a seu idealizador. O Palácio foi projetado por Lucio Costa, Carlos Leão, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Ernani Vasconcellos e Jorge Machado Moreira, com a consultoria do arquiteto franco-suíço Le Corbusier.

Esse fato, somado à forma como o prédio foi idealizado, aumentou a importância histórica do Gustavo Capanema, Ministro da Educação e Saúde Pública durante o governo Getúlio Vargas. O palácio, cujo prédio tem 16 andares, é considerado símbolo do modernismo e se destaca por ser a primeira realização mundial da curtain wall — fachada envidraçada orientada para a face menos exposta ao sol.

Em 1943, o Palácio Capanema foi escolhido o edifício mais avançado do mundo, em construção, pelo Museu de Arte Moderna de Nova York. A fachada é revestida com azulejos de Cândido Portinari e tem jardim de Burle Marx. Além disso, é a obra brasileira mais citada em livros de arquitetura, mundo afora, como o primeiro edifício monumental do mundo a aplicar diretamente os conceitos da Arquitetura Moderna de Le Corbusier.

Por Buanna Rosa

Foto: Octacílio Barbosa

Palácio Tiradentes vira ponto de vacinação

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O Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), é o mais novo ponto de vacinação contra a covid-19 na capital, numa parceria da Casa legislativa com a Secretaria Municipal de Saúde. No espaço foi aberto nesta quarta-feira (18/08),  poderão ser vacinadas pessoas de 20 anos, sendo mulheres pela manhã e homens no período da tarde. Também poderão se vacinar maiores de 30 anos, pessoas com deficiência, gestantes, puérperas e lactantes.

 

No ato da vacinação é necessário apresentar um documento original com foto, número do CPF, comprovante de residência e, se possível, a caderneta de vacinação. Para a segunda dose, é essencial levar também o comprovante de aplicação da primeira dose. Mais informações sobre o calendário de vacinação do município estão disponíveis em
coronavirus.rio/vacina.

Serviço: Vacinação contra a Covid-19 no Palácio Tiradentes
Endereço: Rua Primeiro de Março, S/N – Praça XV – Centro 

Quando: de segunda-feira a sexta-feira
Horário: das 8h às 17h 

Foto: Symone Munay

Hoje é Dia do Patrimônio Histórico e Artístico

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O dia 17 de agosto é de celebração para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Essa é a data do nascimento do primeiro presidente da instituição, Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898-1969), que teve a vida dedicada ao Patrimônio Cultural Brasileiro. Assim pode ser resumido o currículo do advogado, jornalista  e escritor e, também, um dos maiores responsáveis pela criação do IPHAN, em 1937.

Em homenagem a esse grande defensor da memória brasileira, o dia 17 de agosto, data de seu nascimento, é o Dia Nacional do Patrimônio Cultural  que  nos  faz lembrar a necessidade de valorização, promoção e preservação do patrimônio cultural e histórico de nosso país, tão rico em diversidades e valores.

Por Symone Munay

Foto: Acervo IPHAN

 

 

Nova sede da Alerj é inaugurada

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A nova sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Edifício Lúcio Costa, foi oficialmente inaugurada na tarde desta terça-feira (10/08). A sessão solene aconteceu na galeria do novo plenário, com o descerramento de duas placas em homenagem à atual Mesa Diretora e à gestão anterior, responsável pelo início das obras.

“A nova sede marca um novo tempo no Parlamento, de adaptações a uma nova realidade, que exige modernidade, economia e principalmente transparência”, declarou o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), reconhecendo os esforços da antiga gestão da Casa. “Hoje, neste ato, reunimos também os prefeitos de todas as regiões do estado para dizer que a Casa está aberta a vocês e, se Deus quiser, com o fim da pandemia, estará de portas abertas ao povo novamente”, reforçou Ceciliano.

A nova sede abriga estruturas que atendem o que antes ocupava três unidades, que funcionavam em endereços diferentes. A construção, da década de 1960, foi  modernizada para oferecer um ambiente mais seguro, sustentável e econômico. “Passei pela Assembleia da Guanabara, depois veio o Palácio Tiradentes e agora tenho o privilégio de testemunhar o nascimento desse novo prédio. E prédios são só isso, feitos de cimento, vidros, esquadrias… Eles só existem se existirem pessoas como Ceciliano, que conseguem dar vida a todo esse espaço”, comentou o deputado Átila Nunes (MDB), que está no 12º mandato.

Outro destaque do prédio é a maior acessibilidade, como pontuou a ex-deputada Tânia Rodrigues, que participou da formulação do projeto. “O deputado que seja portador de deficiência, que use cadeiras de rodas ou que tenha dificuldade de locomoção, como os mais idosos, terá um espaço em que poderá exercer seu mandato com dignidade”, elogiou. “No Palácio Tiradentes, eu não conseguia usar o púlpito para discursar, não conseguia ir à Mesa Diretora para falar com o presidente. Aqui, foi a primeira vez que eu consegui ficar do lado do presidente para conversar com ele”, disse.

Além das homenagens aos parlamentares das duas gestões, os servidores da Casa também foram prestigiados, na figura dos engenheiros Thaylla de Souza e Antônio Pádua e do diretor-geral da Casa, Wagner Victer. “A sensação de dever cumprido é muito grande e muito boa. Foi uma obra muito bem conduzida, com um resultado que agradou a todos os funcionários e parlamentares”, disse Pádua, que é subdiretor de Engenharia na Casa. “A gente sabe que está contribuindo para o futuro do Estado do Rio e para a própria democracia”, complementou Victer, que também é engenheiro.

O presidente da Casa destacou que toda a reforma do prédio foi feita com recursos do próprio orçamento do Poder Legislativo e lembrou que os processos licitatórios respeitaram os trâmites legais e foram marcados pela redução dos custos previstos.

Participaram do evento parlamentares de várias legislaturas, além dos seguintes prefeitos: Abraãozinho, de Nilópolis; Aluísio D’Elia, de Quatis; Fábio do Pastel, de São Pedro da Aldeia; Dayse Onofre, de Paraíba do Sul; Diogo Gonçalves, de Resende; Gean Marcos Pereira, de São José de Ubá; Jorge Henrique, de Mendes; José Augusto Gutinho, de Areal; José Bonifácio, de Cabo Frio; Leonardo Orato, de Italva; e Washington Reis, de Duque de Caxias.
Confira a composição da atual Mesa Diretora da Alerj:

Presidente – André Ceciliano
1º Vice-presidente – Jair Bittencourt
2º Vice-presidente – Chico Machado
3º Vice-presidente – Franciane Motta
4º Vice-presidente – Samuel Malafaia

1º Secretário – Marcos Muller
2º Secretário – Tia Ju
3º Secretário – Renato Zaca
4º Secretário – Filipe Soares

1º Vogal – Pedro Brazão
2º Vogal – Dr. Deodalto
3º Vogal – Valdecy da Saúde
4º Vogal – Giovani Ratinho

 

Confira a composição da Mesa Diretora da 11ª legislatura:

Presidente – Jorge Picciani
1º Vice-presidente – Wagner Montes
2º Vice-presidente – André Ceciliano
3º Vice-presidente – Marcus Vinicius
4º Vice-presidente – Carlos Macedo

1º Secretário – Geraldo Pudim
2º Secretário – Samuel Malafaia
3º Secretário – Fábio Silva
4º Secretário – Pedro Augusto

1º Vogal – Zito
2º Vogal – Bebeto
3º Vogal – Renato Cozzolino
4º Vogal – Márcio Canella

Por Comunicação/ALERJ

 

 

Leis relacionadas à cultura são sancionadas no estado

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O Diário Oficial do Executivo publicou nesta semana três leis relacionadas à cultura do Estado do Rio de Janeiro como patrimônio histórico, cultural e de natureza imaterial. A Lei 9373/21, de autoria da deputada Martha Rocha (PDT), por exemplo, refere-se às Rodas de Samba e tem o objetivo de preservar sua herança histórica – a norma foi publicada no DO desta quinta-feira (22/07).
Segundo a lei, o Poder Público está autorizado a celebrar convênios com entidades ligadas à cultura, ao turismo e ao lazer com a finalidade de assegurar a história e de fomentar o conhecimento e a apreciação musical das rodas de samba. Autoriza, ainda, a livre realização das rodas de samba nos espaços públicos comuns, respeitando as legislações específicas pretéritas. No entanto, os organizadores deverão dar entrada nos pedidos de autorizações junto aos órgãos competentes com antecedência mínima de, pelo menos, dez dias.
“As Rodas de Samba são características identitárias do Estado do Rio de Janeiro espalhadas por todas as regiões; são ferramentas de desenvolvimento social e econômico, que geram emprego e renda ao longo do ano”, justificou Martha Rocha.

Festa Internacional de Angra e Flip

Outras duas leis ligadas à cultura foram publicadas em edição extra do Diário Oficial do Executivo no último dia 20/07, ambas de autoria da deputada Célia Jordão (Patriota): a Lei 9362/21 trata da Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis (FITA) e pretende preservar a cultura teatral da região. Criada em 2004, no município da Costa Verde do Estado, a festa é considerada um dos maiores eventos de teatro do país.

“A cultura contribui para o desenvolvimento econômico e para o turismo, e o reconhecimento desta Casa é fundamental para que essa festa se mantenha por muitos anos no calendário”, comentou Célia.

Já a Lei 9359/21 torna a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) patrimônio histórico, cultural e de natureza imaterial. “A Flip nasceu de um desejo que parecia difícil: promover, em Paraty, uma experiência de encontro permeada pelas artes. Surgiu em um espaço improvisado, com pouco mais de 20 autores, e se desenvolveu tanto que hoje é um dos principais festivais literários do Brasil e da América do Sul”, justificou a deputada.

Por Comunicação/Alerj

Intolerância religiosa pode ser denunciada pelo 190

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Presidência da Alerj intermediou articulação entre MPF, Polícia Militar e movimentos sociais.

Os casos de intolerância religiosa agora podem ser denunciados por meio do canal 190. A iniciativa partiu de uma articulação entre a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), comandada pelo deputado André Ceciliano (PT), o Ministério Público Federal (MPF), a Secretaria de Polícia Militar, outras instituições de segurança pública e movimentos sociais. As regras para atuação dos agentes policiais em cada tipo de caso foram especificadas em um boletim interno do órgão no dia 02 deste mês.

“Estamos vivendo tempos difíceis de intolerância em todos os níveis, e a intolerância religiosa é uma delas. Por isso é muito importante que o Estado do Rio de Janeiro disponha de mecanismos de reconhecimento de crimes deste tipo e possa ajudar a identificar e a combater práticas preconceituosas. Atuar contra qualquer tipo de preconceito sempre foi uma das lutas da Alerj, por isso recebemos e intermediamos encontro entre representantes dos movimentos contra a intolerância e as Polícias Civil e Militar, além da Seap. O respeito à liberdade de escolha é fundamental para a democracia, essa é uma união de forças contra a intolerância. Quem ganha é a população”, afirmou Ceciliano.

Boletim da PM

O documento especifica quatro crimes e a atuação da polícia em cada caso, são eles: tortura; praticar, induzir ou incitar a discriminação; fazer, em público, propagando de discriminação e tortura. O boletim também apresenta as justificativas para a inclusão do atendimento a esses crimes pelo central do 190. “Alguém já achou nas Sagradas Escrituras, alguma referência onde Deus determina a religião que devemos seguir? Eu só conheço uma religião: Deus. E mesmo àqueles que não acreditam em Deus devemos nosso respeito, pois nem mesmo o Criador faz acepção das pessoas”, consta no boletim assinado pelo tenente coronel da Polícia Militar Ivan do Espírito Santo Araújo, por delegação do secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Rogério Figueiredo de Lacerda.

Nas especificações da atuação policial, por exemplo, nos casos de tortura, os agentes da polícia militar podem socorrer às vítimas caso não haja órgão de Defesa Cível no local, como o Corpo de Bombeiros. Também deve ser dado voz de prisão aos infratores e realizado pedido de boletim de ocorrência à Polícia Civil. A cena do crime deve ser preservada para posterior perícia. Nos casos de prática ou incitação à discriminação, os procedimentos são parecidos para casos que ocorram em flagrante, mas focado em garantir testemunhas que presenciaram o fato. Se não for flagrante, a central do 190 deve direcionar a vítima a comparecer nos órgãos específicos para dar queixa a cada tipo de crime.

Já se estiver ocorrendo um ato pública de discriminação, a central do 190 deve registrar e, se possível, identificar o número de pessoas envolvidas. No local, os agentes devem dar voz de prisão aos infratores e levá-los à delegacia. Por fim, nos casos de terrorismo, diversos pontos são categorizados como “terror social”, como violência grave, ameaça com uso de explosivos, entre outros. A atuação da polícia militar e da central do 190 é similar aos outros tipos, tanto para casos em flagrante, como para outros tipos de queixa. A orientação da vítima e a preservação da cena do crime são essenciais.

Estado laico

O documento redigido pela alta cúpula da Polícia Militar também traz referências à laicidade do Estado. Citando a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Constituição Brasileira e a Lei Federal 7.716/89, que estabelece punições aos crimes de discriminação. Já dados do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio (ISP) demonstram um aumento do caso de violência e do número de vítimas de crimes envolvendo preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional ou LGBTIfobia, que chegaram ao ápice da série histórica no ano passado, com o registro de 144 vítimas.

O babalawô Ivanir dos Santos, que participou da interlocução para a central 190 atender a crimes de intolerância religiosa, declarou que, apesar desses crimes já serem tipificados e poderem ser denunciados pela Polícia Civil, a central é mais popular e acessível. “O ponto principal é a PM. Como o 190 é mais popular do que outros, como o disque 100, por exemplo, esse canal passa a receber as denúncias e vai aumentar a segurança das pessoas”, explicou.

Por  Gustavo Natario

Foto: Comunicação/Alerj

A origem do Dia Mundial do Rock: 13 de Julho

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Sobre a celebração do Dia Mundial do Rock, exclusivamente brasileira, fala-se que os responsáveis pela criação dessa data foram duas rádios paulistas — a 89 FM e a 97 FM —especializadas em rock. O objetivo dos radialistas era ampliar a divulgação do rock e conquistar mais fãs.  Outra versão é que o 13 de julho foi escolhido para ser o Dia Mundial do Rock porque nesse dia, em 1985, o cantor e compositor irlandês Bob Geldof, líder da banda Boomtown Rats, organizou o lendário festival Live Aid, com shows simultâneos em Londres (foto), na Inglaterra e na Filadélfia (EUA). A finalidade era de arrecadar dinheiro para fornecer ajuda humanitária no combate à fome na Etiópia. Ele reuniu na Filadélfia Billy Ocean, Black Sabbath, Judas Priest, Neil Young, Led Zeppelin, Duran Duran, Mick Jagger, Madonna. Já em Londres, marcaram presença Sting, Phil Collins, U2, Dire Straits, Queen, David Bowie, The Who, Elton John, Paul McCartney, entre outros músicos.

 

 

Por Symone Munay

Foto: Reprodução da Internet