ALERJ aprova homenagem a Paulo Gustavo

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ALERJ aprovou homenagem  a Paulo Gustavo com a criação do “Dia Estadual do Humor”

O humorista Paulo Gustavo será homenageado com a criação do Dia Estadual do Humor, a ser comemorado no dia 30 de outubro – data de aniversário do comediante. A homenagem foi proposta no projeto de lei 4.963/21, do deputado André Ceciliano (PT), que teve aprovação em discussão única pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio (ALERJ), nesta quarta-feira (13/10). A medida segue para sanção ou veto do governador Cláudio Castro.

No projeto, Ceciliano lembra que Paulo Gustavo dizia que “rir é um ato de resistência” e destaca que, especialmente no dia 30 de outubro, ficará banido o mau humor. “Nosso objetivo é eternizá-lo no calendário oficial do Estado do Rio de Janeiro e promover uma celebração ao ato de fazer rir, reconhecendo a importância que a comédia tem na vida dos cidadãos fluminenses e a sua potência para transformar o mundo e as pessoas para melhor”, declarou Ceciliano. “A empatia e o carinho que conquistou do público também promoveram o combate à discriminação, já que Paulo conseguia por meio de humor e do riso levar uma mensagem de tolerância e respeito”, continuou.

O ator morreu de Covid-19 aos 42 anos e, ao longo de sua carreira, colecionou personagens que fizeram história na TV, no teatro e nos cinemas, deixando um legado incontestável para o humor nacional. “Minha Mãe é uma Peça”, obra que nasceu nos palcos e ganhou as telas de todo o Brasil, é uma história sobre as famílias, mas também uma homenagem a Niterói, cidade onde o humorista nasceu e foi criado. Recentemente, uma das ruas mais famosas de Icaraí, bairro onde morou, foi renomeada em sua homenagem.

“Paulo tinha uma profunda conexão afetiva especialmente com Niterói e com o Rio, onde vivia. Essas cidades, com as peculiaridades de seus bairros e seus moradores, não eram apenas ‘cenários’ das suas obras, mas praticamente uma extensão de seus personagens, que incorporavam o jeito de viver, a graça e os dramas cotidianos desses lugares”, comentou André.

Por Comunicação/ALERJ

DETALHES DE UM PALÁCIO: O estilo Luís XVI

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Em um passeio pelos corredores do Palácio Tiradentes, inaugurado em 1926, o visitante poderá constatar que nos corredores e galerias o mosaico francês, em estilo Luís XVI, estilo arquitetônico predominante na França do século XVIII. O mosaico está no piso nos corredores do segundo e terceiro andares, além de ser visto também no Plenário Barbosa Lima Sobrinho.

O estilo arquitetônico e de interiores, a que nos referimos,  que leva o nome do rei Luís XVI (1754-1793) surgiu por volta de  1760, logo, antes deste rei  assumir o trono francês. Sabe-se que nem sempre um estilo nasce somente com a nomeação de certo rei, ou mesmo desaparece assim que o tal monarca morre.

 

Texto e Fotos:  Symone Munay

 

Caminhos do Brasil-Memória: Confira a programação

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Dando continuidade à programação do projeto Caminhos do Brasil-Memória – Centro Histórico Praça XV, confira a agenda nos diversos equipamentos culturais no Centro do Rio:

No Palácio Tiradentes a “Exposição Dante…Vale” poderá ser visitada de 20 de outubro a 15 de janeiro de 2022, de segunda a sexta das 10h às 19h. Sábados das 10h às 17h. A épica obra do poeta italiano Dante Alighieri é retratada na exposição por meio de 17 esboços originais de carros alegóricos que desfilaram em diferentes edições do carnaval de Viareggio, cidade italiana com 148 anos de tradição da festa popular.  Mais informações: www.dantevale.com.br.

O acesso ao palácio estará aberto com restrição de público, para evitar aglomerações, e respeitando as regras sanitárias de distanciamento.

O tour virtual, exposição permanente “Palácio Tiradentes: Lugar de Memória do Parlamento Brasileiro”, poderá ser feita no palaciotiradentes.rj.gov.br até que o espaço seja definitivamente aberto para as visitas monitoradas, previsto para novembro.

Tel: (21) 2588 1251

Museu Histórico Nacional (MHN) ampliou a exposição temporária “A botica mais tradicional do Brasil”, que celebra os 150 anos da empresa carioca Granado. Lembramos que o circuito térreo do museu está funcionando de quinta a sábado, das 10h até às 16h. É necessário a apresentação de comprovante de vacinação contra a Covid-19. Confira todas as informações em mhn.museus.gov.br.

Já o “Bonde da História em casa” segue com passeios virtuais pelo circuito do MHN, com a participação de convidados em interação com o público. Mais informações em youtube.com/museuhistoriconacional_rio.

Tel: (21) 3299 0324


Museu da Imagem e do Som (MIS) inaugurou a exposição “O Encanto e a Beleza da Querida Carmen Miranda” que reúne 40 aquarelas do peruano Alfonso Málaga Cuba, que vive no Rio desde 2007. A mostra pode ser visitada gratuitamente na sede da instituição, na Rua Visconde de Maranguape, 15 – Lapa. De terça a sexta-feira das 11h às 17h. O MIS estreiou na Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM), com a jornalista Anagélica Rodrigues, o programa “Nas Ondas da História”, recebendo convidados para um bate papo tendo o Rio de Janeiro e o acervo do MIS como pano de fundo das histórias.

Tel: (21) 2333 2144

Paço Imperial apresenta a “Exposição dos Vencedores do PIPA 2020”, instituto que foi criado em 2010 para a apoiar o desenvolvimento da arte contemporânea brasileira, ocupando os 280 metros quadrados do Terreiro do Paço. São 30 obras dos quatro finalistas: Gê Viana, Maxwell, Alexandre, Randolpho Lamonier e Renata Felinto.   Já a artista carioca Ursula Tautz apresenta a mostra “O Som do Tempo ou tudo que se dá a ouvir”, com curadoria de Ivair Reinaldim, na Sala Terreirinho. Entre as atrações do paço, está a “Coleção Banerj”, constituída de 880 obras de arte entre pinturas, desenhos, gravuras e esculturas dos séculos XIX e XX. De terça a domingo das 12h às 18h.  Sábados, domingos e feriados das 11h às 18h.

Tel: (21) 2215 5162

Museu da Justiça do Rio de Janeiro reabriu as portas para visitação com a inauguração da exposição “Pandemias e Epidemias no Rio de Janeiro”. A mostra rememora as principais epidemias que atingiram a cidade do Rio de Janeiro ao longo de sua história até os dias atuais e propõe uma reflexão sobre o papel dos agentes públicos, da sociedade e do Poder Judiciário no enfrentamento destes males. Em dezembro, a Exposição “Centenário do Palácio da Justiça de Niterói” fará parte das comemorações dos cem anos de construção da sede do Judiciário do antigo estado do Rio de Janeiro, completados no ano passado.

O museu disponibiliza em seu portal uma galeria virtual e diversas atividades. Para saber mais da programação, acesse: ccmj.tjrj.jus.br

Tel: (21) 3133 3768

Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) disponibiliza no site ccbb.com.br/rio-de-janeiro/programacao/ a agenda de suas atividades presenciais e virtuais. O centro está aberto das 9h às19 h, exceto às terças-feiras. A exposição “Nise da Silverira – a revolução pelo afeto” reúne cerca de 90 obras de clientes do Museu de Imagens do Inconsciente. A “Mostra Betty Faria – 80 anos” apresenta 11 longas-metragens, além dos títulos virtuais, em diferentes momentos da carreira da atriz.  Domingo, segunda e quarta, das 09h às 19h. Quinta, sexta e sábado das 09h às 20h. No mês de outubro o CCBB abre o maior festival de música do ano: o Rock Brasil celebrando os 40 anos do gênero brasileiro dos anos 1980.

Tel: (21) 3808 2020

 A Irmandade Santa Cruz dos Militares mantém a igreja aberta à visitação do público nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 9h às 13h. A sala de exposições do museu está temporariamente fechada. Durante o ano é possível apreciar a boa música no espaço. Para receber a programação basta se inscrever pelo iscm.org.br/gestao-cultural/. Uma exposição virtual pode ser vista pelo http://www.iscm.org.br/historia/museu/.

Tel: (21) 2506 7600

 Centro Cultural Correios (CCC) está aberto para visitação com oito exposições entre elas “O Sertão Virou Mar” de Azol, nome artístico Sérgio Azevedo Oliveira,  artista potiguar que apresenta exposição multimídia com curadoria de Marcus de Lontra. De terça a sábado, das 12 às 19h. Informe-se no centroculturalrj@correios.com.br

Tel: (21) 2253-1580

Por Symone Munay

Ilustração: Fernando Ebert

DETALHES DE UM PALÁCIO: Biblioteca Maria Portugal

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A biblioteca do Palácio Tiradentes foi criada a partir de 1947 pela servidora Maria Portugal Duque Costa, tendo o espaço recebido seu nome somente em 1989, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido por ela na formação do acervo bibliográfico.  O salão de leitura, decorado em estilo renascentista italiano, possui o teto de estuque, que é uma argamassa produzida a partir da adição de gesso, água e cal.  Suas paredes são ocupadas por estantes e portas de imbuia e ornadas em cristal.

O acervo da biblioteca Maria Portugal Duque Costa compreende obras que são consideradas raras ou de grande relevância histórica.  Especializada da área jurídica, conta com uma variedade de livros, folhetos e jornais. Merecem destaque: a vasta coleção de Diários Oficiais; uma coleção de Leis do Brasil desde os tempos do Império e uma seleção de documentos sobre o antigo Estado da Guanabara.

 

Por Symone Munay

Foto: Rafael Wallace

Palácio Tiradentes recebe iluminação especial

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Para promover as ações do “Outubro Rosa” um ato nas escadarias do Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), marcou na última quinta-feira (30/09) a abertura do campanha de conscientização pela prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero.

O palácio ficará iluminado na cor rosa o mês todo em adesão da Casa legislativa à campanha, que este ano tem como tema ‘Cuido de mim, cuido de todas’.

No prédio, que em breve vai virar museu, funcionam a subdiretoria de Cultura, a biblioteca, a gráfica, entre outros setores  da ALERJ.

 

Por Symone Munay

Foto: Júlia Passos

Exposição no Palácio Tiradentes homenageia Dante Alighieri

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Promovida pelo Consulado-Geral da Itália no Rio, a Exposição Dante…Vale exalta “A Divina Comédia”, obra épica do Poeta Supremo, por meio da sátira dos mestres do carnaval de Viareggio

 

O poeta italiano Dante Alighieri ganha uma homenagem especial no Rio de Janeiro quando se completam 700 anos de sua morte. Trata-se da exposição “Dante…Vale”, que usa a sátira dos mestres do carnaval de Viareggio para exaltar “A Divina Comédia”, uma das obras literárias mais famosas do mundo.

Promovida pelo Consulado-Geral da Itália no Rio, a mostra “Dante…Vale” irá ocupar por três meses o Salão Nobre do Palácio Tiradentes, ex-sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). Ela será aberta ao público no dia 19 de outubro e ficará em cartaz até o dia 15 de janeiro do ano que vem.

A épica obra de Dante é retratada na exposição por meio de 17 esboços originais de carros alegóricos que desfilaram em diferentes edições do carnaval de Viareggio, cidade italiana na região da Toscana com 148 anos de tradição da festa popular.

De forma satírica, as obras carnavalescas de Viareggio imprimem uma releitura moderna, com apelo político e social, do inferno, purgatório e paraíso dantescos narrados no célebre livro que, há sete séculos, inspira gerações de artistas no mundo inteiro.

Pai da língua italiana

Dante Alighieri é reverenciado na Itália como o “Poeta Supremo” por causa da sua obra-prima, que contribuiu para o nascimento da língua italiana. A literatura medieval era escrita em latim, mas ele escolheu o dialeto toscano para redigir “A Divina Comédia”, lançando assim as bases do italiano moderno.

O sucesso da obra inspirou outros autores da Idade Média, como Petrarca e Boccaccio, a também utilizarem o dialeto toscano. Por conta disso, Dante é reconhecido como o pai da língua italiana.

A entidade criada para difundir a língua e a cultura italiana mundialmente foi batizada Sociedade Dante Alighieri. Atualmente, a Itália planeja instalar em Florença, cidade natal do poeta, o Museu da Língua Italiana.

Serviço:

“Exposição Dante…Vale”

Onde: Salão Nobre do Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro – Rua Primeiro de Março, s/n – Praça XV – Centro

Quando: 19/10 até 15/01/2022. De segunda a sexta das 10h às 19h. Sábados das 10h às 17h

Mais informações: www.dantevale.com.br

@italyinrio (logo instagram, facebook e twitter)

 

Por Jan Theophilo

 

 

Em breve o Palácio Tiradentes reabrirá para visitas

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Aguardem…

Em breve o Palácio Tiradentes reabrirá suas portas para  visitas mediadas à exposição “Palácio Tiradentes: Lugar de Memória do Parlamento Brasileiro”.

As visitas ao Tiradentes ficaram suspensas a partir de 10 de março de 2019, sob recomendações baseadas nos protocolos sanitários e no distanciamento social devido a pandemia da Covid 19.

Mais informações sobre agendamento pelo telefone ( 21)  2588 1251.

 

 

Por Symone Munay

Foto: Arquivo/SGC

 

Sítio Burle Marx é declarado Patrimônio Cultural

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O Sítio Burle Marx, em Barra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, agora é Patrimônio Cultural do Estado. O título foi concedido por meio da Lei 9.417/21, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (ALERJ), deputado André Ceciliano (PT), que foi sancionada pelo governador Cláudio Castro e publicada, nesta segunda-feira (27/9). A lei prevê que o Poder Executivo poderá realizar ações e convênios para financiamento de obras e ações de manutenção da propriedade.

Com mais de 3.500 espécies de plantas tropicais, o Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx foi, recentemente, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pelas Organizações das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O paisagista viveu por 20 anos no local, onde criou o conceito de jardim tropical moderno, rompendo com a tradição de jardins clássicos e românticos do século XIX e início do XX.

A propriedade foi doada ao Governo Federal em 1985 e funcionou como um verdadeiro laboratório de experimentações de Marx, que também foi artista plástico, pintor, escultor, designer de joias, figurinista, cenógrafo, ceramista e tapeceiro. Gerido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o centro cultural recebe, em média, 30 mil visitantes por ano.

 

Por Comunicação/Alerj

Foto: Agência Brasil

DETALHES DE UM PALÁCIO: A Independência e a República

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As duas grandes esculturas que ornamentam as laterais no alto do Palácio Tiradentes  – cada um pesando 42 toneladas de concreto –  representam a “Independência” e a “República”. Mesclando vários personagens históricos, as obras, produzidas entre 1922 e 1926  são assinadas pelos artistas Hildegardo Leão Veloso, Modestino Kanto e Armando Magalhães Correa.

À esquerda do palácio na obra “Independência” aparece montado a cavalo e coroado de louros, o imperador Brasil Pedro I que ergue o cetro imperial e saúda a Nação. A seu lado estão o patrono da Independência, José Bonifácio. Completam a cena as Forças Cívica e Militar, a Resistência e o Patriotismo.

Vista à direita, acima, a “República” traz, ao centro, trajado em indumentária grega e montado a cavalo, o Marechal Deodoro da Fonseca com coroa de louros na cabeça e espada empunhada para o alto. Junto ao cavalo notam-se, de um lado, o ministro Benjamin Constant e, de outro, a “alegoria da República” traz na mão direita erguida a tocha da liberdade. Junto ao corpo, na mão esquerda, o clássico fasces (ou feixe de varas) herdado da antiguidade romana, símbolo associado ao poder e à autoridade.

 

Por Symone Munay

 

DETALHE DE UM PALÁCIO: o painel dos constituintes

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O painel de Eliseu Visconti (1866 —1944), reproduzindo os deputados constituintes de 1891 no ato da assinatura da primeira Constituição republicana pode ser visto bem ao centro do plenário Barbosa Lima Sobrinho, no Palácio Tiradentes.

No desenho, feito a carvão em papel branco medindo 1,95×1,35metros, o artista detalhou a fisionomia de cada um dos constituintes presentes à solenidade. O desenho bem definido seria mantido na grande pintura, o que para os historiadores, deveria ser uma exigência da comissão que o contratou para a execução da obra que data de 1925.

Nascido na cidade de Salerno, Itália, aos sete anos de idade Eliseu D’Angelo Visconti veio com a família para o Rio de Janeiro, e, em 1883, passa a estudar no Liceu de Artes e Ofícios. Foi um pintor e desenhista considerado um dos mais importantes artistas brasileiros de sua época e o um expressivo representante da pintura impressionista no Brasil.

 

Por Symone Munay

Foto: Julia Passos