Conheça as mulheres que fizeram história no Palácio Tiradentes.

Conheça as mulheres que fizeram história no Palácio Tiradentes.

Em 1933, o Palácio Tiradentes recebia Almerinda Farias Gama, única mulher delegada eleitora, que participou do processo de escolha dos representantes classistas para a Assembleia Constituinte. No ano seguinte, a paulista Carlota Pereira de Queiroz vai à tribuna como a primeira brasileira a votar – com base no novo Código Eleitoral de 1932 – e ser eleita deputada federal. Ela entrou para a Assembleia Nacional Constituinte, no Governo Getúlio Vargas, e permanece até 1937. Porém, a grande representatividade das mulheres no parlamento fl uminense se deu com a fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, em 1975, criando apenas uma unidade federativa: o estado do Rio de Janeiro. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro contava com 94 parlamentares, eleitos em novembro de 1974 – ainda pelas duas unidades federativas. Desse grupo, havia apenas quatro mulheres. As deputadas Hilza Maurício da Fonseca (MDB), Maria Rosa Silva Almeida (MDB), Sandra Martins Cavalcanti de Albuquerque (ARENA) e Sandra Raggio Salim (MDB). Dentre as parlamentares que se destacaram como as primeiras vozes feministas na Alerj podemos destacar Heloneida Studart, Lucia Arruda, Jandira Feghali, Lucia Souto, Cida Diogo, Cidinha Campos, Jurema Batista e Inês Pandeló, entre outras. Todas participantes de movimentos sociais, militantes feministas e fi liadas aos partidos ditos de esquerda.

 

Um Palácio de Histórias – A pioneira da tribuna

 

No dia 10 de novembro de 1934, no plenário do Palácio Tiradentes, a Mesa Diretora, sob a presidência do ministro Hermenegildo de Barros, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, iniciava o recebimento dos diplomas dos 254 deputados constituintes eleitos. Entre eles uma única mulher, Carlota Pereira de Queiroz. A médica paulista, então com 42 anos de idade, entrava para a história política como a primeira deputada federal eleita na legenda da Chapa Única por São Paulo. “Representante feminina, única nesta Assembleia, sou, como todos que aqui se encontram, uma brasileira integrada no destino do seu país e identifi cada para sempre com os seus problemas”, disse em seu primeiro discurso na Casa legislativa, onde integrou a Comissão de Saúde e Educação. Sua fala na cerimônia de posse foi marcada pela solidariedade humana e pela preocupação com as diferenças. “Um povo que se divide em duas categorias de indivíduos, de um lado os homens e de outro as mulheres, será sempre um povo fraco”, disse. Carlota havia participado ativamente da Revolução Constitucionalista, movimento de contestação à Revolução de 1930, ocorrido em São Paulo em 1932, onde esteve à frente de 700 mulheres na assistência aos feridos.

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