Um Palácio de Histórias – A censura esteve aqui

Desde a concentração para a famosa Passeata dos Cem Mil, em 26 de junho de 1968, o Palácio Tiradentes, sede da Alerj, permanece como um dos principais referenciais da política fluminense. Tem aberto suas portas para receber visitantes em busca de arte e entretenimento e promovido uma agenda cultural repleta de eventos. Um celeiro cultural gratuito para a população. Mas nem sempre foi assim. No resgate da memória política do Estado e do país, chega-se ao dia 10 de dezembro de 1937, quando Getúlio Vargas fechou o Congresso e impôs uma nova carta constitucional. Tinha início a ditadura do Estado Novo. Assim, o Palácio, desocupado após o fechamento da Câmara, passou a sediar o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), criado em 1939. O objetivo era o de difundir a ideologia de Vargas junto às camadas populares. O DIP, com status de ministério, teve a nítida função de censurar e regulamentar todo material publicado em rádios, jornais e revistas, além das manifestações culturais, como teatro, cinema e música. Nas redações, a possibilidade de se divulgar alguma notícia contra Vargas era mínima. Essa intervenção durou até 1945, com o fi m da Segunda Guerra Mundial, que coincide com o término do Estado Novo.

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